segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Contradições Juvenis


Sid Vicious, membro do conjunto britânico Sex Pistols
 e símbolo de rebeldia juvenil


A tão decantada e incensada rebeldia juvenil sempre foi uma das mais absurdas mentiras que as esquerdas celebraram. 

Segundo Paulo Freire, o totem da fálida educação brasileira, "A rebeldia faz parte do processo de autonomia, quer dizer, não é possível ser sem rebeldia". 
E sob o signo freireano, quantos revolucionários não foram formados sem o saber?
Quantos brasileiros, que mal saíram dos cueros,  se lançam com toda fúria contra um "sistema opressor" que não fazem a mínima idéia do que seja! Se lhes questionarmos a respeito de tal sistema, nos surpreenderemos com respostas do tipo: "Não sei que sistema é esse, só sei que metade dos jovens estão contra ele...". 

Constatamos um fato evidente a todos,  menos ao rebelde em questão: Esta rebeldia é irracional e induzida e, começa nas salas de aula... 

O rebelde é na verdade um individuo cheio de fragilidades que sucumbe sob o mais pueril dos temores humanos: o medo da rejeição. E por conta deste temor se lança numa série de atos absurdos... Que vai da submissão religiosa aos mais humilhantes rituais de admissão a um grupo de jovens, aos duros golpes que desfere contra pais e mestres... 
A rebeldia juvenil, portanto, tem sua "excessão".
Ela só existe contra os pais, professores e pessoas que exercem autoridade amorosa sobre o jovem...  Esta mesma rebeldia não existe contra o grupo de amigos que o humilham e o desafiam...  Perto deles, "O rebelde",  é um ser passivo e sereno... 

O tão afamado instinto transgressor juvenil não resiste a realidade... Ele arrefece quando o dinheiro acaba, quando a roupa precisa ser lavada, quando se precisa de um abrigo e uma cama confortável para recostar a cabeça após uma noite de bebeiras e na agônia da enfermidade... Em suma: a rebeldia juvenil só existe contra os que a favorecem...