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Mostrando postagens de Junho, 2016

Uma crise estética

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Por Erick Ferreira


    Os homens dos tempos modernos foram induzidos a apreciar como arte o absurdo, o tosco e o feio, através da chamada "arte moderna"; que exalta o absurdo e o desespero como princípios régios da hodierna criação artística. Assim, a arte moderna, coloca-se em direta oposição aos rigorosos critérios da estética e da metafísica que inspiravam a arte clássica. Princípios que tencionavam traduzir os anseios da alma por um sentido íntimo nas coisas [1] -- uma crença geral que acometia os homens antigos que viviam convencidos de que toda a existência é produto de um intelecto superior e que tudo está retamente ordenado para um fim sublime. Esses princípios da arte clássica foram hediondamente desprezados em nome de uma nova concepção, totalmente deslocada da racionalidade.

As concepções estéticas que  impulsionaram o gênio artístico de Michelangelo, Bernine, Da Vinci, Bach, Mozart, etc. estavam solidamente alicerçados sob os principios da filosofia clássica, que n…

Os protestantes e a ascensão dos nazistas na Alemanha

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Sendo a Alemanha uma nação profundamente religiosa na época da ascensão de Hitler, de quem partiram os votos que o elevaram ao poder? Eis uma pergunta muito explorada nas decadas que se seguiram, e que motivou grandes injustíças e equívocos, nos quais, os católicos sempre saíram mais desfavorecidos. Mas, alguns mapas estatísticos da época nos apresentam uma outra realidade. O historiador Erik von Kuehlt-Leddihn em seu livro Liberty or Equality (do qual, traduzimos partes anteriormente neste blog) apresenta alguns dados que nos mostram quem foram os maiores produtores de votos nazistas.

Após os mapas estatísticos, disponibilizamos mais um trecho traduzido da referida obra. 



    "A fim de chegar a um pleno entendimento dos aspectos profundos do nacional socialismo, fizemos alguns mapas estatísticos baseados na divisão do kreise1alemão, mostrando a inter-relação de afiliações políticas e religiosas. 

Escolhemos como medida de comparação para a distribuição religiosa, o resultado do …

As origens das ideologias totalitárias segundo Erik von Kuehlt-Leddihn

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O nome chega a assustar os menos afeitos à língua alemã, Erik von Kuehlt-Leddihn, mas, apesar do nome escabroso, Kuehlt-Leddihn, é um daqueles homens encantadores que a natureza costuma produzir raramente. Seu amigo William Buckley o definia como "o homem mais fascinante do mundo". Apesar do exagero da definição, Dr. Kuehlt-Leddihn, realmente era um homem extraordinário. Intelectualde alta envergadura, falava oito línguas e conseguia ler em outras onze; historiador e jornalista; doutorou-se em ciências políticas pela universidade de Budapeste, e em Teologia pela universidade de Viena. Começou a publicar seus primeiros artigos ao 16 anos para um jornal de sua cidade.
Apesar de toda sua bagagem intelectual, Dr. Kuehlt-Leddihn, é quase desconhecido no cenário acadêmico brasileiro. E não somente ignorado, diria até que seu pensamento fora banido pela intelligentzia, por representar um grande golpe a muitas de suas falácias estabelecidas no cenário tupiniquim. 
Um outro ponto marca…

99 anos de Fátima e muita coisa a se esclarecer

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por Erick Ferreira
Há exatos 16 anos, o Santo Padre o Papa João Paulo II tornava público uma das questões mais intrigantes dos últimos séculos: o Terceiro Segredo de Fátima.
E a revelação, carregada de expectativas, causou indizível decepção a multidão que se comprimia para a solene revelação em Roma Quem estava à espera de impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o futuro a se desenrolar na história, certamente ficará desiludido, escreveu o Cardeal Ratzinger na ocasião. E de fato, desilusão era a palavra a traduzir o sentimento de todos em relação às indecifráveis palavras que ora se apresentavam como o tão aguardado "Terceiro Segredo de Fátima".


16 anos depois daquele histórico e emblemático 26 de Junho de 2000, as inquietações e desconfianças em torno do "Segredo"  revelado não se desfizeram, ao contrário, só aumentaram com o tempo, e as respostas  apresentadas aos inevitaveis questionamentos que nasciam não se mostravam muito  sa…