Postagens

Mostrando postagens de Outubro, 2015

A Marcha da Insanidade

Imagem
A grande marcha da destruíção mental prossegue. 
Tudo será negado. Tudo se tornará um credo.  É razoável negar a existência das pedras na rua; será um dogma religioso declará-lo.  É uma tese racional dizer que vivemos um sonho; será sanidade mística dizer que estamos acordados.  Velas serão acesas para atestar que dois mais dois são quatro. (1)

G. K Chesterton

...As correntes de pensamento merecem adequada atenção. Segundo algumas delas, de fato, o tempo das certezas teria irremediavelmente passado, o homem deveria finalmente aprender a viver num horizonte de ausência total de sentido, sob o signo do provisório e do efemero. (2)


João Paulo II




A Marcha da Insanidade

O grande pai do monaquismo ocidental, Sto Antão, vaticinou em tempos muito remotos que "chegaria um tempo em que os homens enlouqueceriam, e quando vissem alguém são, se voltariam contra ele, dizendo: tu és louco!".
O século XXI mostrou-se digno de ser visto como este tempo descrito por Sto Antão. Uma regressão brusca de me…

Revendo a Inquisição

Imagem
Em nossos dias, quando se fala em Inquisição, a imaginação popular é imediatamente povoada por cenas horripilantes dos “terríveis” tempos medievais com suas fogueiras e vítimas inocentes sendo condenadas injustamente à pena capital por uma instituição opressora chamada Igreja Católica. Neste contexto, figuravam os religiosos impiedosos e cruéis com seus variados instrumentos de torturas prontos a esfolar qualquer um que lhe cruze o caminho despreocupadamente. Assim, a maioria das pessoas acostumou-se a pensar em Inquisição, sem no entanto, possuir dela qualquer conhecimento aprofundado, ou mesmo certificar seriamente se o que aprendeu na escola corresponde fielmente aos fatos.
É bem verdade que esta visão hedionda que povoa a imaginação popular foi forjada maliciosamente há séculos, especificamente na Renascença. Ganhou força e notoriedade entre os “iluministas” – embora estes, tenham conservado um certo limite no repertorio de mentiras elencados contra esta instituição –…

Uma Instituíção Divina

Imagem
Uma Instituíção Divina
Dois altares sagrados se ergueram na história da humanidade, dos quais jorraram vida: O altar celeste do santo sacrifício de Cristo que se perpetua ao longo dos séculos na Santa Missa e o altar terreno do leito nupcial que perpetua a espécie humana na terra.  Ambos são movidos pelo amor; um, por um amor mais perfeito, o outro, por um amor ainda imperfeito, mas ambos sagrados.
O matrimônio é um acontecimento que transcende seu limiar terreno. Não é uma mera união de corpos, como insinua o mundo, mas imagem de uma união mais profunda que se consome na eternidade, como ensina a Igreja. "A união conjugal, ensina Pio XI, é acima de tudo, um acordo mais estreito que o dos corpos; não é um atrativo sensível nem uma inclinação dos corações o que a determina, mas uma decisão deliberada e firme das vontades" (Casti Connubii, 7).  Sobre o matrimônio, escrevia São Paulo: "Este mistério é  grande..." (Ef 5, 32). 
Há um mistério tão profundo na união matrimonial…

Um Estranho Pontificado

Imagem
Em tempos obscuros como estes que enfrentamos, nossos olhos se voltam como bússola para Roma em busca de orientação segura, e de lá voltam mais confusos!  Suspiramos pela voz infalível do Papa a nos guiar neste vale brumoso do século XXI, e ela simplesmente emudece.
A cristandade segue atonita sem a voz segura de seu pastor. E a ausência desta voz nos faz inevitavelmente olhar com estranheza este pontificado, e até erguer as mãos ao céu e repetir as temerosas palavras dos apóstolos em meio a tormenta do mar da Galiléia: "Mestre, não te importas que pereçamos?"
A triste impressão de que a nau de Pedro vaga sem rumo neste mar tempestuoso é quase unanime. E esta sensação nos faz esquecer o desenrolar daquele episódio que se deu nos tempos evangélicos, e que sempre se repetiu na história. Aquela noite tempestuosa, há dois mil anos, no mar da Galiléia, quando se desencadearam os ventos da tormenta contra a barca dos apóstolos (cf. São Marcos 4, 35-40). 
Na iminência de um naufrágio, …