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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O anticristo na descrição do venerável Fulton Sheen




Venerável Fulton J. Sheen (1895 –  1979), bispo de Rochester entre 1966 e 1969



 Por Fulton J. Sheen I Tradução e Notas: Erick Ferreira


“Estamos vivendo nos dias do Apocalipse – os últimos dias de nossa era... As duas grandes forças do Corpo Místico de Cristo e do Corpo Místico do Anticristo estão começando a traçar as linhas da batalha para uma disputa catastrófica. 

O Falso Profeta terá uma religião sem cruz. Uma religião sem um mundo por vir. Uma religião para destruir as religiões. Haverá uma igreja falsificada. A Igreja de Cristo será uma só, mas o Falso Profeta criará a outra. A falsa igreja será mundana, ecumênica e global. Será uma federação dispersa de igrejas e religiões formando algum tipo de associação global, – o parlamento mundial de igrejas. Será esvaziado de todo conteúdo divino e será o corpo místico do Anticristo.

O corpo místico na Terra hoje terá seu Judas Iscariotes e ele será o falso profeta. Satanás o recrutará entre os nossos bispos. 

O Anticristo não será assim chamado; caso contrário, ele não teria seguidores. Ele não usará calças vermelhas, nem vomitará enxofre, nem carregará um tridente, nem exibirá uma cauda como Mefistófeles em Fausto [1]. Essas máscaras ajudaram o Diabo a convencer os homens de que ele não existe. Quando nenhum homem o reconhecer, mais poder ele exercerá. Deus se definiu como “Eu sou quem sou”, e o Diabo como “Eu sou quem não sou”.

Em nenhum lugar das Sagradas Escrituras encontramos justificado aquele mito popular que retrata o Diabo como um bufão que está vestido de “vermelho”; pelo contrário, ele é descrito como um anjo caído do céu, como “o príncipe deste mundo”, cujo negócio é dizer-nos que não existe outro mundo. Sua lógica é simples: se não há céu, não há inferno; se não há inferno, então não há pecado; se não há pecado, então não há juiz, e se não há juízo, então o mal é bom e o bem é o mal. Mas acima de todas essas descrições, Nosso Senhor nos diz que ele será muito semelhante a Si mesmo, e que ele irá enganar até mesmo os eleitos – e certamente nenhum diabo jamais visto em livros ilustrados poderia enganar até mesmo os eleitos. Como ele virá nesta nova era para conquistar seguidores de sua religião?
A crença russa pré-comunista é que ele virá disfarçado como um grande humanista; [2] ele falará em paz, prosperidade e abundância não como meio de nos conduzir a Deus, mas como fim em si mesmos…
Na terceira tentação em que Satanás pediu a Cristo para adorá-lo e todos os reinos do mundo seriam d’Ele, se tornará a tentação de ter uma nova religião sem cruz; uma liturgia sem um mundo por vir; uma religião para destruir uma religião; ou uma política que é uma religião – que dá a César até as coisas que são de Deus.

No meio de todo seu aparente amor pela humanidade e de sua eloquente fala de liberdade e igualdade, ele terá um grande segredo que não dirá a ninguém: ele não acredita em Deus. Porque sua religião será fraternidade sem a paternidade de Deus, ele vai enganar até mesmo os eleitos. Ele vai erguer uma contra-igreja que será um arremedo da Igreja, porque ele, o Diabo, é o arremedo de Deus. Ela terá todas as notas e características da Igreja, mas totalmente esvaziada de seu conteúdo divino. Será um corpo místico do Anticristo que, em todos os aspectos externos, se assemelhará ao corpo místico de Cristo... Mas o século XX se unirá à contra-igreja porque afirmará ser infalível quando seu líder visível falar ex-cathedra de Moscou sobre o tema da economia e da política e como pastor e chefe do comunismo mundial.”


Fonte: Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West. Bobbs-Merril Company, Indianapolis, 1948), pp. 22-25.


Notas:

1. Obra mais famosa de Johann von Goethe
2. Refere-se ao filosofo russo Wladimir Soloviev que escreveu “O conto do Anticristo”

sábado, 28 de janeiro de 2017

A morte da masculinidade: para onde foram todos os homens?




Por John Stonestreet
Tradução e notas: Erick Ferreira 



"O lenhador": Abraham Lincoln aqui é retratado como um jovem cortando madeira. (Foto: Wikimedia Commons)


               Para onde foram os homens? Muitas pessoas estão fazendo esta pergunta e procurando respostas nos lugares errados.
Estaremos no meio de uma crise da masculinidade? Dois escritores cristãos oferecem respostas muito diferentes a esta questão. Em recente artigo, David French no National Review lamenta uma nova estatística que mostra que os jovens de hoje são, fisicamente, a geração mais fraca registrada na história.
“Se você é um ‘tipo comum de nosso século’1, escreve ele, ‘seu pai, provavelmente, é mais forte do que você’. Na verdade, você não pode ser mais forte nem do que a ‘mulher típica deste século’. A própria ideia de trabalho pesado é estranha a você, e digamos que que você fosse convidado a ajudar na construção de uma cabana, a tarefa seria tão exaustiva para você, a ponto de esgotá-lo. Seja bem-vindo a nova realidade pós-masculinidade!”.
Chandler Epp respondeu a French em uma coluna de convidados no Religions News Service, argumentando que a ideia de masculinidade como algo equivalente a força física é equivocada.
“A noção cristã popular de masculinidade – escreve ele –, envergonha, repele e arruína muitos rapazes e homens que não conseguem cumprir essas tarefas, e que não gravitam em direção ao comportamento masculino típico. Ele conclui: devemos recuperar a ideia de que a marca de um verdadeiro homem é a sua força moral, não sua capacidade muscular”.
Agora eu sei, particularmente, que Chandler, French e eu temos muito respeito por ambos (os tipos de homens de que falam). Na verdade, ambos demonstram esse tipo de força moral que Chandler fala em sua obra. Chandler, está certo de que quando a maioria das pessoas pergunta: “Onde estão todos os homens?” O que elas querem dizer, na verdade, é algo como: “Onde estão todos os lenhadores?” Eles querem saber porque tão poucos homens hoje em dia podem realizar façanhas de força física como, construir suas próprias casas, ou consertar carros sem a ajuda de um mecânico.
Houve um tempo em que esses tipos de habilidades eram cruciais para cumprir o mandato da criação. Expressar a imagem de Deus para a maioria dos homens na história significava ser capaz de caçar, alimentar os animais da fazenda ou acender um fogo na lareira. E eu agradeço todos os dias por aqueles, como meu pai, que ainda fazem esse tipo de trabalho, mas a era da força bruta está, em muitos aspectos, ultrapassada, e este seria o fim do argumento se estivéssemos vendo ao mesmo tempo um aumento correspondente em outros tipos de forças menos tangíveis: como a coragem moral, fortaleza, liderança, e uma disposição pelo sacrifício. Mas não estamos. Pelo contrário, por uma questão de fato, a maioria dos homens de hoje não é apenas fisicamente mais fraca do que as gerações anteriores, eles são mais fracos como pessoas: Indivíduos atingidos pela “Síndrome de Peter Pan”, nunca deixando a adolescência; encontrando “lugares seguros” nos campus universitários que os protegem perpetuamente como frágeis vítimas de um constante debate; a cultura do sexo casual2 e a dependência da pornográfia; e a revolução sexual que promulga através da mídia, da educação e agora da lei, que não existe mais tal coisa como macho e fêmea. O que estamos assistindo não é uma expressão diferente da masculinidade se adaptando a novas realidades culturais. O que estamos vendo não é masculinidade!
A masculinidade real pode se parecer com Greg Thornbury, presidente do King's College em Nova York, que tem um peso corporal que eu não vi desde a 8ª série, jaqueta de tweed e óculos de Harry Potter. Ele não é um lenhador, mas como um defensor da teologia do som e da educação cristã em uma cidade que é hostil a ambos, ele é um dos homens mais fortes que conheço. Ou masculinidade pode se parecer com Chuck Colson, um fuzileiro naval, o "capacho"3 de Nixon; homem duro de todos os lados, até ser tocado por Cristo antes de ir para a prisão. Não era incomum ver Chuck derramando uma lágrima sobre uma verdade eterna do Evangelho ou uma vida transformada. No entanto, ele tipificava a força masculina como deveria ser.
Irineu, o primitivo Pai da Igreja, disse: “A glória de Deus é o homem plenamente vivo.” E o homem plenamente vivo não banca a vítima, nem se refugia em um senso de jurisprudência, ele abraça o mandato de criação para “encher a terra e subjugá-la”. Ele é um criador, não um perpétuo subjugado.
É esse tipo de masculinidade que está em falta desesperadamente nesses dias. É um tipo de masculinidade que não tem nada a ver com o tamanho do peitoral.


John Stonestreet é presidente do The Chuck Colson Center for Christian Worldview e colaborador do BreakPoint.
Fonte: cnsnews.com


Notas:
1. O autor usa o termo millenials que se refere as pessoas nascidas de 1980 a 1990, e que tem como características principais: o narcisismo e a preguiça. Não encontrando um equivalente no português para o termo, optei por utilizar a expressão ‘tipo comum de nosso século’ que soa mais claro ao leitores.
2. Hookup Culture é um termo que refere-se ao sexo casual, que de certo modo, se naturalizou entre a juventude dos grandes centros urbanos.
3. O autor usa a expressão Hatchet man, algo que no Brasil pode ser traduzido por capacho. Chuck Colson foi um homem de confiança de Richard Nixon, e foi preso por envolvimento em atos de obstrução de justiça durante o caso Watergate.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Clássicos do Catolicismo em PDF






por Stº Afonso Maria de Ligório

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            Se a oração é útil para a vida espiritual, talvez não o seja menos a leitura de livros de piedade. Segundo S. Bernardo, nós na leitura espiritual aprendemos, ao mesmo tempo, a fazer oração e a praticar as virtudes. "A oração e a leitura são armas, dizia, com que se pode vencer o inferno e adquirir o paraíso". Nem sempre podemos ter junto de nós o padre espiritual para nos ajudar com seus conselhos em todas as nossas ações, e especialmente em nossas dúvidas; mas a leitura supre tudo, fornece-nos as luzes necessárias e ensina-nos como havemos de proceder para evitar as ciladas do demônio e do nosso amor próprio e para conformar-nos com a vontade de Deus 

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Para tirardes proveito da leitura espiritual, observai o seguinte:
Primeiro, antes de começar, é preciso recomendar-se a Deus, a fim de ser esclarecido por sua luz nas coisas que se vão ler. Em segundo lugar, ler unicamente para progredir no amor divino, e não para se instruir ou satisfazer a curiosidade. S. Gregório dizia: "Muitos lêem, e lêem muito, mas depois da leitura, acham-se em jejum, como se nada houvessem lido, porque o fizeram somente por curiosidade". Em terceiro lugar, para tirar fruto da leitura espiritual é preciso ler devagar e com reflexão. É mister ponderar bem o que se lê, aplicando a si mesmo as resoluções práticas que se insinuam. Ao terminar a leitura, escolher algum sentimento mais piedoso que se tenha dela, e levá-lo consigo, como se faz com uma flor de um jardim, onde se tenha estado a recrear-se.



SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. 
O religioso santificado. Petrópolis: Editora Vozes LTDA, 1949. 
p. 167-170


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Giuseppe Zaffonato
Rumo ao sol -- A Pureza - A Mortificação

Frans de Hovre

Ensaio de Filosofia Pedagógico

João Bernardino Gonzaga

A Inquisição e seu mundo

Pe. José Bernard

A Inquisição

Mons. Álvaro Negromonte

A educação dos filhos

Régine Pernoud

O mito da Idade Média

Sto Agostinho
Confissões

Sto Inácio de Loyola
Exercícios Espirituais

S. Francisco de Sales
Filotéia (ou Introdução a vida devota)

Sta Teresinha do Menino Jesus
História de uma alma

Sto Afonso Maria de Ligório

A Oração

Tomás de Kempis
Imitação de Cristo

S. Boaventura

Legenda Maior

S. Bento



DOCUMENTOS IMPORTANTES DA IGREJA

Sobre a Igreja

Mystici Corporis Christi

Para os catequistas

Diretorio Geral de Catequese
Catechesi tradendae

Sobre o Ecumenismo

Pio XI. Mortalium Animos

Sobre a Eucaristia

Ecclesiae de Eucharistia

Sobre o Modernismo

Pascendi Dominici Gregis

Sobre a esperança cristã

Spe salvi

Sobre a Teologia da Libertação

Libertatis Nuntio
Libertatis Conscientia
Sobre o comunismo
Divinis Redemptoris

Sobre o liberalismo
Libertas praestantissimum

Sobre os erros doutrinários

Humani generis

Sobre a Sagrada Liturgia

Mediator Dei

Sobre a castidade e a virgindade

Sacra Virginitas

Sobre a penitência

Reconciliatio et paenitentia
Penitentiam Agere

Sobre a Santíssima Virgem Maria

Ad Caeli Reginam

Sobre a maçonaria

Declaração sobre a maçonaria
Humanum Genus

A visão político-econômica da Igreja

Quadragesimo Anno
Immortale Dei
Rerum Novarum
Centesimus Anno

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A mentalidade revolucionária



                        Antes de confluir para a política, para a cultura, para a religião, para a economia, a revolução, como toda revolta, começa no coração do homem, que se vê como deus e senhor, e por esta “augusta condição”, acredita que a natureza existe unicamente para satisfazê-lo. Esta insana pretensão que acomete qualquer individuo no alto de sua imaturidade, pode ser curada nas suas primeiras manifestações (geralmente na adolescência) com uma boa dose de realismo, se não, ela se alarga vertiginosamente, atingindo níveis colossais e indomáveis, até se converter numa grande explosão de ódio contra a ordem imodificável da natureza e seus inevitáveis percursos.

A revolução, portanto, tem um inicio tímido em alguns indivíduos soberbos que presunçosamente acreditam haver encontrado a formula mágica para todos os problemas  da humanidade. O problema se deflagra quando estes indivíduos excêntricos encontram outros que seguem a mesma perspectiva, – e tristemente, não são poucos os que partilham desta visão distorcida de si e da realidade.

Em uma “santa aliança”, estes indivíduos se associam para cumprir aquela “sagrada” missão que seus egos lhe impõem: transformar o mundo. Por amor a humanidade? Certamente não. Nunca se viu nenhum revolucionário capaz de fazer a mínima caridade que estava dentro de suas possibilidades. Pelo contrário, abundam relatos da avareza, mesquinhez e ingratidão de suas vidas. A Marx se deve os piores defeitos morais que um individuo possa ter. J. J Rousseau, fora cruel e arrogante, chegando a colocar seus filhos em um orfanato para não ter com eles nenhuma responsabilidade; Voltaire, fora mercador de seres humanos. Quase todos os revolucionários eram indivíduos cheios de defeitos morais, no entanto, autossuficientes, a ponto de pensar que seriam capazes de corrigir o mundo, ao mesmo tempo em que eram incapazes de corrigir o menor de seus defeitos.  

Estes indivíduos, numa espécie de surto auto-deificante, acreditavam que suas personalidades, sua moral e suas visões de mundo, era a medida padrão a ser adotada por toda a humanidade, de modo que o mundo não poderia evoluir se não adequar-se a sua visão de mundo e seu padrão de comportamento.
O que leva um indivíduo a atingir tal nível de prepotência? Em séculos bem remotos, os sábios cunharam um termo para referir-se a um fenômeno misterioso que habitava o coração do homem, e de onde emanavam todas as barbaridades que a humanidade fora capaz de perpetrar. Chamaram-na "filaucia" (do grego "philia", amor, amizade, e "autós", próprio), ou seja, o amor próprio. Mas antes de demonizar este fenômeno natural do temperamento humano, devemos explicar que o mal não é o amor-próprio, mas o desvio de sua função natural.

Todas as pessoas devem conservar amor próprio, pois se não o tiverem, não saberão conservar amor a mais nada. Porém, como tudo nesta vida exige regras, o amor próprio também tinha seus limites. O limite que o amor próprio exigia, era a consciência das limitações humanas, tais como: nossa limitada inteligência, nossa enganosa bondade, nossa triste mortalidade, nossa fragilidade e efemeridade. Tais limitações são simplesmente ignoradas por um espírito revolucionário, cujo amor próprio exacerbado, acabou por desaguar na terrível ilusão de uma falsa superioridade moral, intelectual, e espiritual, de modo, que o revolucionário que chega a ignorar sua condição de simples mortal, concluindo como o prepotente Nietzsche: “Eu sou deus”.

Se o individuo se auto-deifica através de um amor próprio desordenado, na sua crença particular não haverá espaço para outra lei e nem para os imprevisíveis da vida. Frases como: “Tenho minhas próprias leis” ou “Eu faço meu destino”, são típicas da mentalidade revolucionária. A mentalidade revolucionária, portanto, funda-se numa escabrosa ilusão auto imposta. Mas como ninguém pode se enganar totalmente, o revolucionário adquiri ódio brutal a verdade, e por isso, distorce diabolicamente a realidade a seu bel-prazer para justificar suas crenças. Estas crenças particulares e absurdas têm implicações devastadoras: “Se não há um Deus nem uma lei natural e divina, – pois todo homem é um deus com sua própria lei –, logo, tudo é permitido em nome dessa lei e de sua falsa divindade”. Foram conclusões como estas que fizeram a mente de todos os revolucionários que despontaram na história. E são conclusões como estas que germinam silenciosamente na cabeça de numerosos adolescentes que mal alcançaram a consciência de si, mas já se acreditam aptos para mudar o mundo. 


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Reductio Ad Fascismum



Nota Preliminar:

Uma atitude constante nos debates modernos é a redução do oponente a figura de Hitler. O filosofo Leo Strauss, em 1950, chamou a esta postura de Reductio ad Hitlerum (cf. Natural Right and History, c. II)
Por se conhecer bem o peso psicológico desta comparação, passou-se a abusar dela, em níveis demenciais, de modo que, a reductio ad Hitlerum tornou-se o grande argumento de quem não tem argumento.
O advogado Mike Goldwin observa em seu afamado Goldwin’s Law que na modernidade, a medida que uma discussão avança, especialmente discussões políticas e religiosas, é comum, a certa altura do debate, que um dos lados – especialmente o que se ver mais desfavorecido – apelar para a reductio ad Hitlerum. Portanto, se você ainda não foi rotulado com esta infame pecha, prepare-se!
Mas esta postura retórica tornou-se ainda mais insana com a introdução daquilo que ouso chamar reductio ad fascismum, quando toda oposição à pautas esquerdistas é imediatamente classificada como fascismo; desequilibrando, mesmo que parcialmente, o discurso do oponente.
A recorrência desta postura exige algumas reflexões


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É clássica a atitude das massas acéfalas alinhadas em torno do ideal marxista que ao ouvir qualquer discurso que desentoe do que foi condicionado a crer na tertúlia revolucionária, aplica imediatamente ao oponente a velha pecha de fascista.
Na maioria das vezes o xingamento não faz nenhum sentido e o individuo que o profere não faz a mínima ideia de seu significado, mas tal redução é uma arma verbal que costuma ser muito eficaz para neutralizar a ação do oponente.
A inconsciência das turbas que se utilizam deste recurso lembra uma famosa experiência da psicologia moderna realizada por Ivan Pavlov (1849-1936). Pavlov tentou provar que algumas reações, aparentemente biológicas, são auto-impostas ou forjadas por relações condicionadas entre estímulos externos e respostas internas (cf. Conditioned Reflexed: an investigation of the physiolical activity of the cerebrl cortex).

Para provar a teoria, Pavlov submeteu alguns cães a uma experiência, na qual, a princípio notou uma relação entre a salivação (resposta incondicionada) e a comida (estimulo incondicionado). A experiência consistia em fazer os cães associarem a chegada da comida ao toque de uma campainha (estimulo neutro – estimulo que não produz resposta).
Com a repetição diária daquela relação, com o tempo, os cães começaram a salivar com o simples soar da campainha, mesmo que em seguida não houvesse comida.
Pavlov chamou a este comportamento de resposta condicionada, ou seja, aprendida com a repetição exaustiva de uma relação entre dois fatores incomuns.

A técnica simples de Pavlov ajudou a descobrir a condicionalidade de certas reações químicas, tornando a experiência um marco do Behaviorismo.
O problema é que as experiências de Pavlov deixaram de ser aplicados em cães e passaram a ser aplicadas em massa, por décadas, as reduzindo a um estado de dependência mórbida a um comando, mesmo que este, fosse completamente absurdo, como vemos se reproduzir nas ações e nos gritos de ordem característico das hordas esquerdistas. Todos percebem a incongruência dos chavões e das atitudes, menos os que os proferem.

Quase um século após a experiências em Riazan, as conclusões de Pavlov continuam sendo aplicadas em larga escala, sob novo cenário, e novos instrumentos. No lugar da refeição canina, se colocou o contraditório, que passa a ser estimulado com frequência torturante, de modo que, com o tempo, os indivíduos condicionados, passavam a fazer associações sem nexos, e acreditar na coerência da associação.

A associação constante entre expressões pejorativas a pessoas ou grupos, mesmo que uma coisa não tenha a mínima relação com a outra, fez as hordas revolucionárias agirem como os cães de Pavlov, de modo que, basta ao antílope a frente soar a campainha diante do oponente, que a matilha inteira se colocava a salivar raivosamente, e proferir o insólito xingamento (fascista!), mesmo que não faça a mínima ideia do que ele signifique, ou mesmo, do que esteja fazendo.

Mas o que é esse tal fascismo?

O termo fascista usado a torto e a direito pelos militantes de esquerda, já perdeu completamente o sentido pelo uso indiscriminado, e passou a ser usado como mero instrumento de pressão psicológica. Ou seja, se você não é de esquerda, você é automaticamente fascista!
Para esquerda não importa o sentido de uma palavra, importa que ela pode ser usada de forma arbitrária, e contrária a seu significado, como arma verbal.
Por exemplo: a esquerda pega as palavras mais bonitas de um idioma e as aplica as coisas mais horrendas (como aborto; invasão de terras; eutanásia, etc) para torná-las belas; ou pega os adjetivos mais odiosos e os aplica a seus inimigos, com o fito de torná-los odiados por todos. Esta tem sido a ponta de lança das esquerdas há décadas (Palavras empregadas de forma arbitrária)
E como caixa de ressonância para este delírio linguístico, se usam as turbas ensandecidas de idiotas úteis, geralmente recrutados em cursinhos populares, faculdades e escolas públicas, onde há décadas o discurso marxista imperou.
Sempre que questiono a um desses militantes que berram alucinadamente palavras de ordens nos protestos sobre o que é fascismo, o indivíduo se vê perdido em densas trevas, sua frio, tenta enrolar, mas não esconde a patente ignorância em relação ao termo que aplica a torto e a direito aos oponentes. E por certo, se conhecesse o termo com o qual se esgrime, jamais o utilizaria tão irresponsavelmente.

Nenhuma característica do que é classicamente conhecido como fascismo se assemelha ao que se convencionou chamar modernamente de Direita. O fascismo é um movimento estato-cêntrico, caracterizado por um partido único de massa (como faz parte dos sonhos do Partido Comunista em qualquer uma de suas ramificações), que se impunham pela violência; pelo culto irrestrito a um líder (como fazem nos partidos de esquerda com seus líderes); exaltação da coletividade sobre a individualidade, e o tão conhecido espírito corporativista.
Portanto, um esquerdista ao xingar o oponente de “fascista”, nada mais faz do que projetar sua própria imagem no adversário, cumprindo com exatidão a velha máxima atribuída a Lenin: “Xingue-os do que você é!” Portanto, qualquer xingamento que hoje você venha aplicar a um esquerdista, amanhã ele aplicará a você. Esta tem sido uma prática recorrente em suas ações.

Até grandes combatentes do fascismo como Charles de Gaulle, e Winston Churchill, receberam da esquerda o rotulo difamante de fascista. Este último, antevendo que aquela atitude seria uma das marcas características da esquerda nascente, afirmou profeticamente: “Os fascistas do futuro, se chamarão a si mesmos de antifascistas”.

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Antes de mais nada, cabe lembrar que o próprio Mussolini sempre recusou rotular o fascismo dentro do clássico espectro político (Esquerda e Direita). Mas, é importante lembrar também que, o que se entende atualmente por Direita tem como uma de suas características principais, a defesa de maior liberdade individual em relação ao Estado; o total oposto do que foi o fascismo, que tinha como lema: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”. Quem sempre esteve mais próximo deste lema?
Mas este detalhe, obviamente, não basta para convencer um cérebro esquerdista, entorpecido por décadas de pesada manipulação e doutrinação ideológica, de que o fascismo tem origens marxistas. É necessário recorrer a mais detalhes. Portanto, voltamos nossos olhos ao pai do Fascismo: Benito Mussolini.

Benito Mussolini (1883-1945) teve sua formação política desenvolvida dentro da filosofia socialista. Desde a infância, sob a tutela do pai Alessandro Mussolini, um fervoroso comunista, que inclusive lhe deu o nome de Benito em homenagem ao revolucionário mexicano Benito Suarez, até sua adesão formal ao Partido Socialista Italiano entre 1901 a 1914, onde chegou, inclusive, a liderá-lo em 1912.
Mussoline ainda teve como sua grande inspiração ideológica o escritor e sindicalista francês George Sorel (1847-1922), fundador de uma das correntes revisionistas do marxismo clássico. Mussolini assimilou devotamente as teses de Sorel, exposta em seu livro Reflexions sur la violence, no qual defendia a tese de que a revolução do proletariado deveria ser forjada por meio da violência. O fascismo foi, sem dúvida, um dos braços mais famosos das teses de Sorel.
Em contrapartida, alegam as esquerdas: “Mussolini perseguiu comunistas!”
Ora, e quem mais perseguiu comunistas na história senão os próprios comunistas? Stalin perseguiu ferrenhamente os trotskistas, e por isso Stalin deixou de ser considerado comunista?
A verdade é que o fascismo quis se impor como uma doutrina original, em oposição direta as suas raízes comunistas, algo corriqueiro entre os movimentos comunistas.

Em “La Dottrina del Fascismo” (1935), escrito por Mussolini e Gentile (este último, um fervoroso hegeliano, como fora Marx), dizia:
“O fascismo é contra o socialismo [...] Mas, na órbita do Estado organizador, o Fascismo quer que sejam reconhecidas as exigências reais que deram origem aos movimentos socialista e sindicalista, fazendo-as valer no sistema corporativo, que concilia os diversos interesses na unidade do Estado” (Cap. I, VIII). E no mesmo opusculo, se confessa que as fontes teóricas do fascismo advém do socialismo.
O ódio que o fascismo descarregou sobre o marxismo mais tarde, não apaga toda influencia que este exerceu sobre sua origem. Não à toa o fascismo fora chamado il figlio bastardo del comunismo (O filho bastardo do comunismo).

Além das conhecidas acusações de que o fascismo fora um movimento de direita, ainda se levanta a afirmação absurda de que Mussolini era católico. Algo ainda mais risível diante do conhecido anti-catolicismo de Mussolini expresso em algumas de suas obras, como as blasfemas Christo è Cittadino (Cristo e cidadão) e l’amante del cardinale (A amante do Cardeal). Nas quais, o duce desfere golpes terríveis à imagem de Cristo e a Igreja Católica.

No entanto, apesar de seu anti-catolicismo, o ditador concebeu o fascismo de forma religiosa – como toda a religião política:
“O fascismo é uma concepção religiosa, onde o homem é encarado sob o ponto de vista da sua relação com uma lei superior [...] elevando (o individuo) a membro de uma sociedade espiritual [o fascismo]”. (La Dottrina del Fascismo, I, V)
Esta sociedade espiritual deveria ter o Duce como deus, e o fascismo como religião.

*** * ***

Assim como toda a esquerda, o fascismo é “anti-individualista”. O estado deve ser a força motriz da consciência e da vontade humana. Por isso, a massificação é uma das fortes características do fascismo.
O Fascismo fala em nome da liberdade, mas de uma liberdade tirânica. Mussolini resume a liberdade fascista nestes termos:
“A liberdade do Estado e do individuo no Estado, uma vez que, para o fascista, tudo está concentrado no Estado e nada existe de humano ou de espiritual, e muito menos tem valor, fora do Estado” (La Dottrina del Fascismo, I, VII). O fascismo é assumidamente totalitário. Sem oposições, classes, somente um Estado Soberano, controlado por um partido.
As massas fascistas do tempo de Mussolini não diferem em nada das atuais militâncias esquerdistas que vemos por aí gritando palavras de ordem. Muitos desses acéfalos, crê piamente que está se lançando contra o fascismo, sem perceber que estão combatente a própria imagem projetada em seus inimigos e reproduzindo fielmente os ideais que moveram o espírito de Benito Mussolini.

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Segundo o Dictionnaire Historique des Fascismes et du Nazisme de Serge Berstein e Pierre Milza: “Não existe nenhuma definição universalmente aceita do fenômeno fascista, nenhum consenso, por menor que seja, quanto à sua abrangência, às suas origens ideológicas ou às modalidades de ação que o caracterizam”.


sábado, 17 de setembro de 2016

71 anos de uma misteriosa tragédia



Recordar o passado é comprometer-se com o futuro!

João Paulo II, 25 de fevereiro de 1981



Há 71 anos, Hiroshima e Nagasaki eram completamente varridas do mapa através de duas explosões nucleares. O episódio passou na história como o marco da rendição japonesa e o fim da II Guerra Mundial. Mas há um aspecto ignorado desta tragédia que nos deixa perplexos: Por que exatamente a região mais católica do Japão foi destruída? Que razões especiais motivaram esta escolha?
Com a explosão atômica em Hiroshima e Nagasaki, dois terços dos católicos japoneses foram dizimados. Isto, passados apenas 72 anos de liberdade religiosa instaurada no país após quase três séculos de intensa perseguição.
Em 1928, segundo o “manual da história das missões católicas” de Giuseppe Schmidlin, dos 94.096 católicos japoneses, 63.698 eram de Nagasaki. 

1. Nagasaki, a "Roma do oriente".

A história do catolicismo no Japão confunde-se com a história do catolicismo em Nagasaki. Nesta cidade, ao sudoeste do Japão, o catolicismo alcançou seus maiores êxitos na região asiática. De Nagasaki veio um número surpreendente de santos e beatos que nações com mais tradição católica como Brasil, Argentina, e outros países reconhecidamente católicos, não conseguiram produzir. 
Em 27 de julho de 1549 aportava na Ilha de Kyuchu (onde está localizada Nagasaki), São Francisco Xavier, trazendo consigo a semente do evangelho que logo germinaria em solo japonês, regada com sangue de mártires. Rapidamente a fé difundiu-se em Nagasaki, tornando-a uma eloquente expressão da fé católica em um império pagão. Por esta razão, Nagasaki dignamente fora chamada "Roma do Oriente".

26 martíres de Nagazaky, 1597 


Com a ascensão ao trono de Toyotomi Hideyoshi entre 1536 a 1598, uma terrível perseguição desencadeou-se sobre a fervorosa comunidade católica de Nagasaki, culminando no martírio de 26 bravos católico em 1597 na colina de Megumi No Oka (Nagasaki).Aqueles eram os primeiros frutos de uma “rica messe de mártires” que nos séculos seguintes aumentaria com a chegada ao poder dos shoguns (senhores da guerra).Durante o shogunato (ditadura dos shoguns) estima-se que pelo menos 35 mil cristãos foram martirizados em Nagasaki. Daí por diante, a sucessão de martírios se sucedeu incessantemente ao longo de dois séculos e meio até o final do século XIX.Apos a intensa perseguição promovida por daymiôs e shoguns, em 1873, na era Meiji, a fragilizada comunidade católica do Japão experimentou um breve período de paz, que iria durar apenas 72 anos. Mas, do outro lado do mundo, em Los Alamos (EUA), se preparava um novo flagelo para os católicos de Nagasaki: a bomba atômica... Que em um dia, sob as ordens de Harry Truman (presidente dos EUA), infligiria aos católicos japoneses um golpe devastador que não foram capazes de perpetrar, em quase três séculos de implacável perseguição, a ditadura de daymios e shoguns.

                                                                
 Explosão de Nagasaki 

 
2. A devastação de Hiroshima e Nagasaki

Em uma manhã de agosto de 1945, (6), às 8h15, o Japão era surpreendido com a mais devastadora das armas de guerra já vista. Um bombardeiro despejava 60 kg de urânio-235 sobre Hiroshima, exterminando instantaneamente 75 mil pessoas, e mais 70 mil nos dias seguintes em decorrência dos ferimentos e da radiação.
O Japão mal recuperava-se da indescritível tragédia em Hiroshima quando três dias depois, em outra manhã de agosto (11h02, horário de Tokyo), eram lançados sobre Nagasaki, (a 423 km de Hiroshima), 6, 4 kg de plutônio-239, que se convertiam em impressionante cogumelo de fogo, vitimando 80 mil pessoas nos primeiros instantes da explosão, -- 200 mil nas duas cidades.


Paul Talbot, ao lado do Enola Gay, a aeronave responsável por lançar a bomba sobre Hiroshima

Mas um detalhe particular desta tragédia nos chama a atenção. A fat man (como fora chamada a bomba de Nagasaki) caia exatamente sobre a mais expressiva região católica do Japão, o distrito de Urakami, em Nagasaki, -- há poucos metros da catedral de Urakami. E inevitáveis questionamentos nasciam daquele episódio escabroso, que somados a outros fatores, conduziam a emblemática questão: por que exatamente a região mais católica do Japão fora destruída? Excogita-se que Hiroshima tenha sido escolhida por diversos motivos estratégicos, entre eles, o fato de ser sede de uma importante divisão do exército japonês, e também deposito de suprimentos militares, e quartel general da marinha.
Mas quando pensamos em Nagasaki não encontramos nenhuma razão especifica que motive sua destruição. Conforme as próprias forças americanas, Nagasaki não era o alvo daquela operação, ela fora escolhida em cima da hora por conta das péssimas condições de voo sobre Kokura, a cidade escolhida para a explosão da fat man. Este empecilho fora comunidade ao centro de comando em Washington, que optou por desviar a rota para Nagasaki. 

Mas se formos analisar esta escolha do ponto de vista geográfico, Nagasaki estava à aproximadamente 210 km de Kokura, e os pilotos dispunham de muitas outras opções, até mais justificáveis naquela ofensiva do que Nagasaki, o que fortalece a hipótese de Nagasaki ter sido escolhida por razões especiais.


Mapa da Região de Kyuchu. Linha verde assinala a distância entre Nagasaki e Kokura 

Após a hedionda façanha em Hiroshima e Nagasaki, em Washington, um festim se erguia para comemorar a rendição japonesa. Conta-se que Robert Oppenheimer, o líder do projeto Manhattan, -- que desenvolveu as bombas atômicas --, recitava festivamente os versos do Baghavad Gita: "agora eu me tornei o destruídos da morte". Alguns afirmam que Oppenheimer possuía fortes ligações com o ocultismo satânico. 

Presidente Harry Truman com as vestes maçonicas 


A trama torna-se ainda mais intrigante quando analisamos outro importante personagem desta história, o presidente Harry Truman, o grande mandatário por trás daquela escolha. Truman, era um ferrenho anticlerical, grau 33 na maçonaria, e grão-mestre em Beiton Lodge, no Missouri. 

Este detalhe nos faz pensar que a destruição de Nagasaki não foi uma simples escolha ao acaso. A este respeito escreveu o Cardeal Giacomo Biffi em suas memorias:
“Vamos supor que as bombas atômicas não tivessem sido jogadas ao azar. Essa pergunta se torna inevitável: por que foi escolhida para a segunda bomba, entre todas, precisamente a cidade do Japão onde o catolicismo, além de ter a história mais gloriosa, estava mais difundido e afirmado?”.(Cardinale Giacomo Biffi. Memorie e digressioni di un italiano cardinale. Cantagalli, 2007. p, 640)
Se razões anti-católicas motivaram esta escolha, não o sabemos, mas o fato é que metade dos católicos do Japão foram dizimados em um dia.



Nagasaki hoje

P.S


*João Paulo II visitou Nagasaki em 1981, visitou a colina dos martíres (Megumi No Oka, Nagasaki)
**O ultimo senso sobre a Igreja no Japão estima que atualmente existam 444.441 católicos no Japão.

ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL

  ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL (Se possível, diante do Ssmo. Sacramento exposto)     C oração dulcíss...