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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Nossa Senhora: a comandante da Igreja


 

Ao analisarmos a história das grandes aparições marianas, uma estonteante demonstração do amor providencial de Deus se revela a nós.

Em 1517, a Cristandade era dilacerada pela terrível rebelião de Lutero. Algumas décadas depois, em 1531, no outro lado do oceano, uma aparição da Virgem arrastava toda uma nação a fé católica. Era a Virgem de Guadalupe vindo em socorro da Igreja em um de seus momentos mais dramáticos, quando a força dos homens falhava.

Em 1917, quando o comunismo iniciava sua destruidora incursão pelo mundo, no mesmo ano, a Virgem aparece em Portugal, conduzindo milhares de volta a fé, a penitencia, ao arrependimento.

Nos circunstâncias mais desesperadoras da Igreja, não é nenhuma surpresa vermos a Virgem surgir com sua assistência materna. Especialmente quando a humanidade parece não ter mais forças para lutar. Tendes confiança em Maria!

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

A bênção dos animais

 


Há uma tradição muito venerável na Igreja de abençoar os animais. Há todo um ritual para tais bênçãos, e até dias próprios. No geral, os dias nos quais tais bênçãos ocorrem são o dia 17 de janeiro (dia de Sto Antão) e 4 de outubro (dia de São Francisco de Assis). 

E este rito faz uma referência ao ato do próprio Criador, que criou todos os animais, e ao final de seu ato, "os abençoou: “Frutificai – disse ele – e multipli­cai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”.

Nesta mesma inspiração, santos como São Francisco e Santo Antão nunca hesitaram em dar suas bênçãos aos animais... E iniciaram esta longa e bela tradição.


quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Santidade Moderna

 


    É inegável que muitos católicos sentem um certo "desconforto" com a ideia de um santo trajando calça jeans ou boné, portando seu smartphone ou Iphone, ou passeando em um Shopping Center... Santidade e modernidade parecem algo levemente revestido de antagonismo. 

Há algum tempo, um livro intitulado "Santos de Calça Jeans", supostamente inspirado em discursos de João Paulo II, trouxe à tona essa questão. Embora o texto possua suas graves imperfeições, ele possui uma razão importante em seu cerne. 

Alguns elementos da contemporaneidade se tornaram irreversíveis em nossa vida. E um santo também é filho de seu tempo. Ainda que se tenha uma preferência pelo modelo tradicional de santo, que estão muito bem representados nas figuras de S. Francisco de Assis, Sta Teresa de Ávilla, Dom Bosco, São Bento, Sto Agostinho e Sto Atanásio... No entanto, imagine que Francisco de Assis, tivesse a ventura de ser filho de nossos tempos? Seria sacrílego pensar que ele portaria seu smartphone, como tantos de nossos jovens? Ou fosse ao cinema, ou ao shopping? Evidentemente, não.

No entanto, essa incapacidade em fazer uma leitura adequada da realidade, tem sido um entrave terrível no horizonte de tantos jovens católicos que compreendem o chamado comum à santidade. 

A princípio, importa dizer o que é um santo e dizer o que ele não é. Um santo, não é apenas um bom cristão, ele faz mais do que um bom cristão. Alguém não é elevado as honras dos altares apenas por ir à Missa todos os domingos, ser batizado, crismado, confessar-se regularmente e participar de algum movimento. Isso é o básico da vida de um bom católico. Um santo vai além, ele contrária a própria natureza, confronta o mundo pelo bem, por Deus... Um santo é alguém que pratica as virtudes que todo católico deve praticar de um modo heroico. Ele não apenas vai à missa as domingos e dias de guarda, mas aquele cuja vida eucarística nunca encerra. E estava disposto a ajoelhar diante do Senhor, até mesmo quando ninguém mais o fazia. Ele não era simplesmente o sujeito que se confessava regularmente, mas que levava tão a sério tal sacramento, que fazia dele a preparação para seu juízo particular. Não apenas era batizado, mas lutava com denodo para manter suas vestes batismais intactas. Não apenas recebeu a confirmação, mas confessava Cristo com sua vida, e lutava para viver continuamente em estado de graça até o dia de seu comparecimento perante o tribunal divino. Em um espírito de fé, esperança e caridade, extremados. O coração ardendo com tais virtudes, a ponto de ver o próprio Cristo unido a si. Só compreenderemos melhor isso com a vida dos santos. Seus atos, por vezes, beiram o inacreditável. 

No entanto, alguns elementos são comuns a todos eles: ódio mortal ao pecado, porque sabem que ele os afasta de seu amor. Amor ardente a Eucaristia. Compaixão para os que sofrem. Humildade profunda, sabendo que nada possuíam senão o que Deus lhes dera. E uma oração continua, porque sabiam que não importavam seus esforços, a perseverança só ocorreria por graça divina. Por isso tantas penitências, mortificações e piedade. Tal como um Francisco de Assis flagelando-se até o sangue. Ou um Padre Pio rezando cerca de 15 a 20 rosários por dia. Ou uma Sta Catarina de Siena, devotando cuidados sobre-humanos a uma enferma de quem ninguém suportava o mau cheiro das feridas e a aspereza do caráter. Ou humildes, como Vicente de Paulo, humilhado, e ainda feliz por participar dos sofrimentos de seu Senhor. Todos viam-se como miseráveis, e necessitados extremos do amor de Deus.

Todos estes extremos de santidade podem ser praticados em qualquer época. Porém, considerado, sabiamente, as circunstâncias. Ser um santo moderno não quer dizer um santo duvidoso, mas um santo que vive na realidade, não fora dela. Que não se reclusou do mundo, como um anjo puro e intocável. Mas que entendeu que, o mundo é o seu campo de apostolado, onde a luz de Cristo deve brilhar.  

Já não é possível fugir da configuração dos tempos. Se você tem internet, a use com vistas a um fim elevado; se vais ao Shopping, que este passeio seja para ti uma missão... Deus espalha em cada canto uma missão a desempenhar. O pedinte a sua porta; o carente da visão de Deus que em ti poderá contemplar a imagem da religião esquecida; o funcionário estressado que precisa de um sorriso encorajador e radiante; o desesperado que encontra em ti um sinal de esperança... Enfim, conforme as palavras de nosso inesquecível Papa Bento XVI, "O Senhor lhes tem concedido viver neste momento da história para que, graças à vossa fé, seu nome continue a ressoar por toda a terra". Não és filho destes tempos por acaso... 


quarta-feira, 24 de maio de 2023

A representação emblemática de Murillo

 

Detalhe da pintura de Murillo

No século XVII, o já consagrado pintor barroco Murillo apresentou uma tela emblemática, a lactação de São Bernado (1660-1670), inspirado na vida do grande santo cisterciense.  

Na famosa tela, a Virgem Santíssima com os seios expostos, jorra seu leite aos lábios do santo. 

A obra, inspirada  em uma passagem da vida de São Bernardo, evoca o momento de sua convalecencia. Narram seus biógrafos que a Virgem Santíssima, a quem o santo reconhecia como "saúde dos enfermos", lhe apareceu e lhe deu a beber seu leite, que além de restituir-lhe a saúde ainda encheu seus lábios de eloquência. A afamada eloquência de Bernardo inclusive lhe granjeou o título de Doctor Mellifluus. 

Embora emblemática, a obra não recebeu nenhuma repreensão ou anátema papal; não fora vista como blasfema por nenhum dos grandes moralistas católicos... Um dos motivos para isso, se dá na longa tradição de representações, anteriores a Murillo, da Virgem Lactante. Rechaçar tal representação, representaria também um desprezo a lactação materna. O que seria um absurdo.

Ao se representar a Virgem Lactante, se estava fazendo referência a um simbolismo espiritual de incomensurável grandeza: a Virgem Santíssima é mãe e nutriz da Igreja. 

Nas interpretações marianas dos santos, a Virgem Santíssima é chamada de Jerusalém Celeste, onde os fiéis podem ver nela a visão do profeta: "a fim de vos amamentar à saciedade em seu seio que consola, a fim de que sugueis com delícias seus peitos generosos” (Isaías 66, 10-11).

Note-se que a arte sacra, mesmo em suas representações mais emblemáticas, está sempre inserida em um fundamento místico, de alta elevação. Nada é por acaso, e nada é por simples desejo de inserir em uma tendência contemporânea e deslocada de uma realidade espiritual mais elevada. 

Eis porque alguns artistas em representações grotescas recebem anátemas enquanto outros, que embora sigam um caminho incomum, recebem fartos elogios. 


terça-feira, 3 de maio de 2022

O Senso dos Fiéis em tempos de Apostasia: O Exemplo do Clero Refratário

 

Les prêtres réfractaires exécutés, Victor Livache. Interior da Catedral da Santíssima Trindade (Mayenne, França)


Diversas vezes, em sua história, a Igreja passou por momentos em que "seu rebanho teve que manter distância do pastor". (1) 

Um evento particular se deu no século XVIII para ilustrar essa verdade. 

Durante a Revolução Francesa, um duro golpe foi imposto a fé: a submissão do clero ao Estado revolucionário. Contra isto, se levantaram os novos confessores da fé, como ocorre em tempos de confusão. O chamado clero refratário (aqueles que fiéis à Igreja, se recusaram prestar juramento a República).

Um exemplo histórico de como esse evento afetou a vida dos fiéis, encontramos na biografia de São João Maria Vianney escrita pelo Pe. Francis Trochu:

“A igreja continuou aberta, pois veio outro sacerdote, enviado pelo novo bispo de Lyon, um certo Lamourette, amigo de Mirabeau, nomeado pela constituição, sem mandato de Roma, em lugar do venerável Mons. Marbeuf. O novo cura, assim como o novo bispo, haviam prestado o juramento; mas como poderia suspeitar a boa gente de Dardilly que a Constituição Civil, da qual ignoravam talvez até o próprio nome, pudesse conduzi-la ao cisma e à heresia? Nenhuma mudança aparente se havia operado, quer nas cerimônias, quer nos costumes paroquiais. As pessoas simples de coração assistiram por algum tempo, sem escrúpulos à missa do “padre juramentado”. Do mesmo modo procedeu com toda a boa fé Mateus Vianney, a  esposa e os filhos.”

Mas, note-se a diferença daquele tipo de fiel, dos tempos de S. João Maria Vianney. Não tardou muito para eles perceberem que havia algo errado naquelas missas.

Continua o biografo:

“Entretanto, abriram-se lhe os olhos. Catarina, a mais velha das filhas, posto que naquela época não contasse mais de doze anos, foi a primeira a pressentir o perigo. No púlpito, o novo pároco nem sempre tratava dos mesmos assuntos como o Pe. Rey (o pároco afastado pelos revolucionários). Os termos cidadãos, civismo, constituição, pontilhavam suas homilias. Às vezes descambava em ataques aos seus sucessores. Cada vez mais o fluxo de pessoas à igreja era menos homogênea e, apesar disso, mais minguado do que outrora; pessoas muito piedosas não compareciam mais aos ofícios divinos. Onde, pois, ouviam missa nos dias de festa? Pelo contrário, iam outros que nunca haviam frequentado o templo. Catarina sentiu certos receios e os manifestou à mãe.”

 

A um verdadeiro católico, tudo que foge a normalidade de sua fé, mesmo vindo de um sacerdote, não passa despercebido.

Note-se ainda que a situação descrita é muito semelhante ao que se verifica hoje, com um agravante: naquele tempo, não há registro que o clero juramentado possuísse os níveis de depravação que se verifica no clero moderno. No entanto, ninguém parece perceber nada de estranho em tudo isso.  

O que teria ocorrido com o senso dos fiéis? A resposta é simples: gerações foram formadas dentro das mudanças impostas pelo Vaticano II, sem jamais conhecer o verdadeiro catolicismo; seus costumes e seu clero original. É muito mais difícil exigir a um católico moderno que tenha a percepção da pequena Catarina Vianney. No entanto, ninguém pode ser desculpado plenamente, já que, a qualquer católico, realmente fiel e comprometido com sua fé, sempre ficará uma lacuna no ar, nas falas, nos gestos, e na vida de suas paróquias. A falta de reverência do clero perante o santíssimo sacramento, a estranha vaidade e materialismo de pessoas que supostamente teriam professado votos evangélicos; a negligência de bispos perante questões que afetam a fé; e a covardia, até de um papa, diante do mundo anti-católico.

Tudo isso, é de uma clareza irresistível a qualquer um, que tenha horror as trevas.


sábado, 12 de fevereiro de 2022

Bandido bom é bandido morto para o pecado e renascido para a graça



Carta do assassino de Santa Maria Goretti


Tenho agora quase 80 anos. Estou perto do fim dos meus dias. Olhando para o meu passado, reconheço que na minha juventude eu segui um mau caminho, um caminho que levou à minha ruína.

Através das revistas, dos espetáculos imorais e dos maus exemplos na imprensa, eu vi a maioria dos jovens da minha idade seguir o caminho do mal sem pensar duas vezes. Despreocupado, eu fiz a mesma coisa. Havia fiéis e cristãos verdadeiramente praticantes à minha volta, mas eu não lhes dava importância. Eu estava cego por um impulso bruto que me empurrava para uma forma errada de vida.

Com a idade de 20 anos, eu cometi um crime passional, cuja memória ainda hoje me horroriza. Maria Goretti, hoje uma santa, foi o bom anjo que Deus colocou no meu caminho para me salvar. As palavras dela, tanto de repreensão como de perdão, ainda hoje estão impressas no meu coração. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Quase 30 anos de prisão se seguiram. Se eu não fosse menor de idade, pela lei italiana, eu teria sido condenado à prisão perpétua. No entanto, eu aceitei a pena como algo que eu merecia.

Resignado, eu expiei pelo meu pecado. A pequena Maria foi verdadeiramente a minha luz, a minha proteção. Com a ajuda dela, eu cumpri bem esses 27 anos na prisão. Quando a sociedade me aceitou de volta entre os seus membros, eu procurei viver de forma honesta. Com caridade angélica, os filhos de São Francisco, os frades capuchinhos menores, receberam-me entre eles, não como servo, mas como irmão. Tenho vivido com eles há 24 anos. Agora eu olho serenamente para o dia em que serei admitido à visão de Deus, para abraçar os meus entes queridos mais uma vez, e para ficar próximo do meu anjo da guarda, Maria Goretti, e a sua querida mãe, Assunta.

Que todos os que vierem a ler esta carta desejem seguir o santo ensinamento de fazer o bem e evitar o mal. Que todos possam acreditar, com a fé dos pequeninos, que a religião e os seus preceitos, não são algo que se possa prescindir. Pelo contrário, é o verdadeiro conforto e a única via segura em todas as circunstâncias da vida, mesmo nas mais dolorosas.


Alessandro Serenelli

Macerata, Itália - 5/05/1961

O Início da Vida Segundo a Ciência



Para quem tiver a paciência e a humildade de ouvir o que os maiores especialistas e escritores do mundo na área da embriologia tem a dizer sobre o início da vida humana, segue abaixo suas opiniões extraídas de seus respectivos tratados científicos. 

Não é dogma religioso, não é convenção pública ou consenso democrático: está provado há mais de século que a vida humana se inicia na fertilização do óvulo pelo espermatozóide:

"O desenvolvimento do embrião começa no estágio 1, quando o espermatozóide fertiliza óvulo e juntos se tornam um zigoto" (Marjorie England, professor da Faculdade de Medicina de Ciências Clínicas, Universidade de Leicester, Reino Unido). [1]

"O desenvolvimento humano começa depois da união dos gametas masculino e feminino durante um processo conhecido como fertilização (concepção).

Fertilização é uma sequência de eventos que começa com o contato de um espermatozóide com um óvulo em sequência e termina com a fusão de seus núcleos e a união de seus cromossomos formando uma nova célula. Este óvulo fertilizado, conhecido como zigoto, é uma larga célula diplóide que é o começo, o primórdio de um ser humano" (Keith L. Moore, premiado professor emérito e cátedro da divisão de anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto, Canadá). [2]

"Embrião: um organismo no estágio inicial de desenvolvimento; em um homem, a partir da concepção até o fim do segundo mês no útero" (Ida G. Dox, autora sênior de inúmeros livros de refência para médicos e cientistas, premiada, trabalhou na Escola de Medicina da Universidade de GeorgeTown). [3]

"Para o homem o termo embrião é usualmente restrigido ao período de desenvolvimento desde a fertilização até o fim da oitava semana da gravidez" (William J. Larsen, PhD, Professor do Departmento de Biologia Celular, Neurologia e Anatomia, membro do Programa de Graduação em Desenvolvimento Biológico do Colégio de Medicina da Universidade de Cincinnati) [4].

"O desenvolvimento de um ser humano começa com a fertilização, processo pelo qual duas células altamente especializadas, o espermatozóide do homem e o óvulo da mulher, se unem para dar existência a um novo organismo, o zigoto" (Dr. Jan Langman, MD. Ph.D., professor de anatomia da Universidade da Virgínia) [5].

"Embrião: o desenvolvimento individual entre a união das células germinativas e a conclusão dos órgãos que caracteriza seu corpo quando se torna um organismo separado…No momento em que a célula do espermatozóide do macho humano encontra o óvulo da fêmea e a união resulta num óvulo fertilizado (zigoto), uma nova vida começa…O termo embrião engloba inúmeros estágios do desenvolvimento inicial da concepção até o nona ou décima semana de vida" (Van Nostrand’s Scientific Encyclopedia) [6].

"O desenvolvimento de um ser humano começa com a fertilização, processo pelo qual o espermatozóide do homem e o óvulo da mulher se unem para dar existência a um novo organismo, o zigoto" (Thomas W. Sadler, Ph.D., Departamento de Biologia Celular e Anatomia da Universidade da Carolina do Norte) [7].

"A questão veio sobre o que é um embrião, quando o embrião existe, quando ele ocorre. Eu penso, como você sabe, que no desenvolvimento, vida é um continuum…Mas penso que uma das definições usuais que nos surgiu, especialmente da Alemanha, tem sido o estágio pelo qual esses dois núcleos (do espermatozóide e do óvulo) se unem e as membranas entre eles se chocam" (Jonathan Van Blerkon, Ph.D., pioneiro dos procedimentos de fertilzação em vitro, professor de desenvolvimento molecular, celular da Universidade de Colorado, reconhecido mundialmente como o preeminente expert na fisiologia do óvulo e do espermatozóide) [8].

"Zigoto. Essa célula, formada pela união de um óvulo e um espermatozóide, representa o início de um ser humano. A expressão comum "óvulo fertilizado" refere-se ao zigoto" (Keith L. Moore, premiado professor emérito e cátedro da divisão de anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto, Canadá; Dr. T.V.N. Persaud é professor de Anatomia e Chefe do Departamento de Anatomia, professor de Pediatria e Saúde Infantil, Universidade de Manitoba, Winnipeg, Manitoba, Canadá. Em 1991, recebeu o prêmio mais importante no campo da Anatomia, do Canadá, o J.C.B. Grant Award, da Associação Canadense de Anatomistas) [9].

"Embora a vida seja um processo contínuo, a fertilização é um terreno crítico porque, sob várias circunstâncias ordinárias, um novo, genéticamente distinto organismo humano é por isso mesmo formado…A combinação dos 23 cromossomos presente em cada pró-núcleo resulta nos 46 cromossomos do zigoto. Dessa forma o número do diplóide é restaurado e o gênoma embrionário é formado. O embrião agora existe como uma unidade genética" (Dr. Ronan O’Rahilly, professor emérito de Anatomia e Neurologia Humana na Universidade da Califórnia) [10].

"Quase todos animais maiores iniciam suas vidas de uma única célula: o óvulo fertilizado (zigoto)…O momento da fertilização representa o ponto inicial na história de uma vida, ou ontogênia, de um indíviduo" (Bruce M. Carlson, M.D, Ph.D., pesquisador professor emérito da Escola Médica de Desenvolvimento Biológico e Celular). [11]

"Deixe-me contar um segredo. O termo pré-embrião tem sido defendido enérgicamente por promotores da Fertilização In Vitro por razões que são políticas, não científicas. O novo termo é usado para prover a ilusão de que há algo profundamente diferente entre o que não-médicos biólogos ainda chamam de embrião de seis dias de idade e entre o que todo mundo chama de embrião de dezesseis dias de idade. O termo pré-embrião é usado em arenas políticas – aonde decisões são feitas para permitir o embrião mais novo (agora chamado de pré-embrião) de ser pesquisado – bem como em confinados escritórios médicos, aonde pode ser usado para aliviar preocupações morais que podem ser expostos por pacientes de fertilização in vitro. "Não se preocupe", um médico pode dizer, "é apenas um pré-embrião que estamos congelando ou manipulando. Eles não se tornaram embriões humanos reais até que coloquemo-os de volta ao seu corpo" (Lee M. Silver, professor da célebre Universidade de Princeton no Departamento de Biologia Molecular e da Woodrow Wilson School of Public and International Affairs). [12]

[1] [England, Marjorie A. Life Before Birth. 2nd ed. England: Mosby-Wolfe, 1996, p.31]

[2] [Moore, Keith L. Essentials of Human Embryology. Toronto: B.C. Decker Inc, 1988, p.2]

[3] [Dox, Ida G. et al. The Harper Collins Illustrated Medical Dictionary. New York: Harper Perennial, 1993, p. 146]

[4] [Walters, William and Singer, Peter (eds.). Test-Tube Babies. Melbourne: Oxford University Press, 1982, p. 160]

[5] [Langman, Jan. Medical Embryology. 3rd edition. Baltimore: Williams and Wilkins, 1975, p. 3]

[6] [Considine, Douglas (ed.). Van Nostrand's Scientific Encyclopedia. 5th edition. New York: Van Nostrand Reinhold Company, 1976, p. 943]

[7] [Sadler, T.W. Langman's Medical Embryology. 7th edition. Baltimore: Williams & Wilkins 1995, p. 3]

[8] [Jonathan Van Blerkom of University of Colorado, expert witness on human embryology before the NIH Human Embryo Research Panel -- Panel Transcript, February 2, 1994, p. 63]

[9] [Moore, Keith L. and Persaud, T.V.N. Before We Are Born: Essentials of Embryology and Birth Defects. 4th edition. Philadelphia: W.B. Saunders Company, 1993, p. 1]

[10] [O'Rahilly, Ronan and Müller, Fabiola. Human Embryology & Teratology. 2nd edition. New York: Wiley-Liss, 1996, pp. 8, 29. This textbook lists "pre-embryo" among "discarded and replaced terms" in modern embryology, describing it as "ill-defined and inaccurate" (p. 12}]

[11] [Carlson, Bruce M. Patten's Foundations of Embryology. 6th edition. New York: McGraw-Hill, 1996, p. 3]

[12] [Silver, Lee M. Remaking Eden: Cloning and Beyond in a Brave New World. New York: Avon Books, 1997, p. 39]

Tradução livre: Cultura da Vida

ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL

  ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL (Se possível, diante do Ssmo. Sacramento exposto)     C oração dulcíss...