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domingo, 24 de abril de 2016

A caridade: a marca dos verdadeiros heróis


"Maximiliano trazia consigo um lema encorajador: "O que temer, acaso não sabeis que sou da Imaculada?". Um filho da Imaculada nada teme, ainda que desça aos abismos sombrios, neles faz ressoar cânticos de alegria; ainda que seja precipitado nos pântanos escuros, neles faz florir jardins".




O ano era 1941, auge da II Guerra Mundial, e um trem carregado de prisioneiros chegava a Oswiecin, na Polônia. 
Entre os prisioneiros estava um humilde frade franciscano polonês, Frei Maximiliano Maria Kolbe, fundador da Legião de Maria e da Cidade da Imaculada. 

Ao chegar ao sombrio destino, frei Maximiliano é conduzido ao Bloco 17, do trabalho forçado. 
Com algumas semanas de trabalho intenso e subumano, adoece e é conduzido ao bloco 12, dos inválidos. 

Passados uns dias, uma fuga põe em pânico todo o acampamento dos prisioneiros. 
A lei de Auschwitz é implacável com estes episódios, 
para cada fuga, dez prisioneiros são condenados ao bunker da morte, área no subterrâneo do campo. 

Na ocasião da fuga, após o retorno aos alojamentos, o comandante dá pela falta de um prisioneiro e, com voz grave e raivosa anuncia a sentença inexorável que empalidece a todos:
"Visto que o prisioneiro não aparece, dez de vós irão para a morte". 
E passando com olhar ferino entre os prisioneiros, escolhe um por um os condenados. 
O terror estava instaurado, e os gritos de desesperos se ouviam no alojamento. 
Mas, um caso em especial chamou a atenção de Frei Maximiliano, que acompanhava tudo em silêncio. 
Era um pai de família, cujo terror estava estampado no rosto e com a face banhada de lágrimas despedia-se da esposa e dos filhos, que saltavam gritos desesperadores. 

Maximiliano paraliza-se perante aquela cena comovente que se desdobrava a sua frente, e num instante, uma centelha de caridade divina lhe abrasa a alma. 
"Um momento!", sua voz num átimo de segundos rompe o terror instaurado naquele alojamento. 
E todos voltam-se para ele. 
"Quero ir eu para a morte no lugar daquele pai de família". 
"Qual a tua profissão?", interroga o áspero comandante. 
"Sacerdote Católico!". 
"Por quê fazes isso?"
"Este pai é mais importante para sua família do que eu para a sociedade". 
O comandante perplexo ante ato tão extraordinário de heroísmo, mas brutalizado por sua missão, aceita o sacrifício. 
E Maximiliano, junto com os outros condenados são despidos e lançados num subterrâneo tenebroso, onde outros prisoneiros já definhavam. 

Sem qualquer chance de fuga ou sobrevivência, frei Maximiliano resigna-se perante a sina tão esperada e que agora se desdobrava claramente  a sua frente. Tudo agora fazia sentido. A lembrança de um tempo distante vem a tona, quando Maximiliano ainda era apenas uma criança, e num dia especial, na Igreja de sua cidade, aos pés do altar de Nossa Senhora, recebe uma visita que o marcaria para a vida toda. Era a Virgem Santíssima que do céu vinha traçar para sempre a sua vocação. A Virgem toda resplandecente lhe aparece com duas coroas, uma branca, simbolizando a castidade, e outra vermelha, simbolizando o martírio. E a dulcíssima Virgem, voltando-se ao pequeno Maximiliano lhe deixa uma escolha: A qual das duas queres receber? Sem titubear, Maximiliano escolhe as duas. Muito tempo depois, ali estava Maximiliano para receber suas gloriosas coroas, da castidade, conservada ilibada durante toda a vida, e do martírio que alí, naquele campo sombrio se consumiria.
Enquanto não chegava esta hora, Maximiliano aproveitava para consolar os outros condenados e prepara-los para a hora final. 

Durante os dias que Maximiliano esteve alí, se ouviam, naquele local de tormentos, cânticos a Virgem e orações fervorosas. 
Passam-se duas semanas, e a proximidade da morte é cada vez mais sentida. 
Maximiliano então, ouve a confissão de seus companheiros de suplício e lhes aconselha a oferecer a Deus seus sofrimentos e perdoar seus algozes. 
Ao fim da terceira semana, só restam quatro vivos, entre eles está frei Maximiliano. 

Os soldados quando abrem o calabouço, para lançar novos condenados, se surpreendem ao encontrar ainda alguns condenados vivos. 
E num ato truculento, um dos soldados desce até os condenados e lhes aplica uma injeção letal de ácido muriático. 
Maximiliano é o primeiro a receber a formula fatal. E em instantes cai fulminado, com os olhos para fora... 
Era o dia 14 de agosto, véspera da Assunção de Nossa Senhora!

Os últimos instantes de Maximiliano foram narrados por Bruno Borgowiecz, que por uma sanha diabólica era obrigado pelos soldados a descer ao subsolo para ver o sofrimento dos condenados. 

Maximiliano trazia consigo um lema encorajador:
"O que temer, acaso não sabeis que sou da Imaculada?". 
Um filho da Imaculada nada teme.
Ainda que desça aos abismos sombrios, neles faz ressoar cânticos de alegria; ainda que seja precipitado nos pântanos escuros, neles faz florir jardins. 
Nem os grilhões o podem detêr; nem as chamas o podem calar. 
Porque a caridade abrasa seu peito e a esperança o lança para o alto, com a firmeza da fé. 


Erick Ferreira

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Leituras




Thomas Rockwell


Uma nação se faz de homens e livros
Monteiro Lobato



Um certo autor, aliás, muito suspeito, escreveu certa ocasião que "livros não transformam o mundo, mas transforma homens, que transformam o mundo". De certo modo, livros ainda estão por trás das mentes que transformam o mundo, seja para melhor ou para pior. Portanto, a boa seleção de nossas leituras ainda é um dado imprescindível em nossa vida, visto que livros nos influenciam mais do que podemos imaginar. "O homem é filho de suas ideias", dizia Mons. Zaffonato, por isso, nada melhor do que uma boa seleção de leituras.
Neste sentido, listo aqui algumas obras de vários gêneros, que muito me influenciaram. Nestes autores, encontrarás fonte segura e precisa para muitos assuntos que talvez te inquietem.

*** * *** 


Dez livros que estragaram o mundo - Benjamin Wiker
A arte de escrever - Antoin Albalat
O século do nada - Gustavo Corção
cristianismo puro e simples - C. S Lewis
Ortodoxia - G. K Chesterton
Os pensadores da nova esquerda - Roger Scruton
O futuro do pensamento brasileiro - Olavo de Carvalho
Carta aberta aos católicos perplexos - Mons. Marcel Lefebvre
Hereges - G. K Chesterton
As Heresias - Hillaire Belloc
Dois amores, duas cidades - Gustavo Corção
Os três diálogos e o relato do anticristo - Wladimir Soloviev

ANTROPOLOGIA
Casa Grande & Senzala - Gilberto Freyre
Notas para uma definição de cultura - T. S Elliot

ARTES
Beleza - Roger Scruton
Arte e beleza na estética medieval - Umberto Eco
Curso de Estética - Georg F. Hegel
Idea: a evolução do conceito de belo - Erwin Panofsky
Glória: Uma estética teológica - Hans Urs von Balthasar

DIREITO
Os direitos do homem - Thomas Paine
As leis - Platão
Teoria Tridimensional do Direito - Miguel Reale
A influência do cristianismo no desenvolvimento das leis - Harold Berman
A interação de lei e religião - Harold Berman
As Leis - Frédéric Bastiat

ECONOMIA
A mentalidade anti-capitalista - Friedrich von Hayek
Capital e juros - Eugen Böhm-Bawerk
Ação Humana: Um tratado de economia - Ludwig von Mises
A riqueza das nações - Adam Smith

ESPIRITUALIDADE (ASCÉTICA E MÍSTICA)
A ascética cristã - Jeronimo Ribet
A casta adolescência ou o Brilho da Mocidade - Mons. Tihámer Tóth
A subida do monte carmelo - S. João da Cruz
A religião e a juventude - Mons. Tihámer Tóth
Confissões - Santo Agostinho 
Exércicios espirituais - Sto Inácio de Loyola
O inferno existe! - Pe. André Beltrami
Filotéia (ou introdução a vida devota) - S. Francisco de Sales
Imitação de Cristo - Tomás de Kempys
História de uma alma - Sta Teresinha do Menino Jesus
O cura d'Ars - Francis Trochu
O diálogo da Divina Providência - Sta Catarina de Siena
O livro da vida - Sta Teresa de Ávilla
Prática de amor a Jesus Cristo - Sto Afonso Maria de Ligório
Rumo ao sol - Mons. Giuseppe Zaffonato
Tratado da verdadeira devoção a Santíssima Virgem Maria - S. Luis Maria Grignion de Montfort

FILOSOFIA
Aristóteles em nova perspectiva - Olavo de Carvalho
A filosofia e seu inverso - Olavo de Carvalho
Ética à Nicomaco - Aristóteles
Filosofia concreta - Mario Ferreira dos Santos
Espírito e realidade - Nikolaj Berdiajev
O desespero - Leon Bloy
O livre arbítrio - Sto Agostinho
Metafísica - Aristóteles
Socrates encontra Marx - Peter Kreeft
Teoria do Conhecimento - Mario Ferreira dos Santos
Visões de Descartez - Olavo de Carvalho

HISTÓRIA
  1. História Nacional
Carta de Pêro Vás de Caminha
A Verdade Sufocada - Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra
Camaradas - William Waack
Operação Orvil - Exército Brasileiro 
  1. História Global
A inquisição em seu mundo - João Bernardino de Gonzaga
A mentalidade medieval - Jacques Le Goff
Como a Igreja Católica construíu a civilização ocidental - Thomas Woods
Grandes pecadores, grandes catedrais - Cesare Merchi
Outono da Idade Média - Jan Huizinga
Outono da Idade Média ou Primavera dos tempos modernos - Phillipe Wolff
Para entender a inquisição - Prof. Felipe Áquino
A história da Igreja de Cristo - Henry Daniel Rops
Idade Média - O que não nos ensinaram - Regine Pernoud
Para um novo conceito de Idade Média - Jacques Le Goff
Tempos Modernos - Paul Johnson
O livro negro do comunismo - Stephane Courtois (Org)
Liberty or equality: the challenge of our time - Erik von Kuehlt-Leddihn

LINGUÍSTICA
Crátilo - Platão
Curso de Linguística Geral - Ferdinand de Saussure
A origem da linguagem - Eugen Rosenstock-Huessy

LITERATURA
A divina comédia - Dante Alighieri
A Revolução de Atlas - Ayn Rand
A revolução dos bichos - George Orwell
Crime e Castigo - Fiodor Dostoiéviski
Diário de um paroco de aldeia - George Bernanos
1984 - George Orwell
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
O homem sem qualidades - Robert Musil
Os Noivos - Alessandro Manzoni
Os Lusíadas - Luís de Camões
Quo Vadis? - Henryk Sienkievicz
História da Literatura Ocidental - Otto Maria Carpeaux

PEDAGOGIA
A vida intelectual - A-G Sertillanges
Paidéia; A educação do homem grego - Werner Jaeger
Didaskalikon - Hugo de São Vitor
Como educar seu filho - Mons. Alvaro Negromonte
Maquiável pedagogo - Pascal Bernardin
Etimologias - Isidoro de Sevilla
o pedagogo - Clemente de Alexandria

POLÍTICA
A ética protestante e o espírito do capitalismo - Max Weber
A república - Platão
As origens do totalitarismo - Hannah Arendt
A política da prudência - Russell Kirk
Escritos Políticos - Sto Tomás de Áquino
Comunismo: o ópio do povo - Fulton J. Sheen
Ideologia de Gênero: O neototalitarismo e a morte da família - Jorge Scala
O liberalismo antigo e moderno - José Guilherme Mérquior
Do liberalismo a apostásia - Mons. Marcel Lefebvre
O conceito de político - Carl Schmitt
Poder global e religião universal - Mons. Juan Claúdio Sanahuja
Política - Aristóteles
Psicose ambientalista - D. Luis Bertrand de Orleans e Bragança
Revolução e contra-revolução - Plínio Correia de Oliveira
Revoluções europeias - Eugen Rosenstock-Huessy
Reflexões sobre a revolução na frança - Edmund Burke
Sobre a liberdade - Stuart Mill
Tratado sobre a clemência - Sêneca
La Révolution - Mr. Jean-Joseph Gaumé

PSICOLOGIA
Em busca de sentido - Viktor Frankl
Ponerologia: Psicopatas no poder - Andrzej Lobaczeviski
Psicologia - Mario Ferreira dos Santos

SOCIOLOGIA
A rebelião das massas - José Ortega Y Gasset
A invasão vertical dos bárbaros - Mario Ferreira dos Santos
O espírito das revoluções - José Osvaldo de Meira Penna

TEOLOGIA
O homem e a eternidade - Reginald Garrigou-Lagrange
Sentir com a Igreja - Antonio Royo-Marin
Suma Teológica - Sto Tomás de Áquino
Jesus de Nazaré - Joseph Ratzinger

terça-feira, 29 de março de 2016

A perseguição aos cristãos e o silêncio da grande mídia



D.Paul Hinder



D. Paul Hinder, vigário apóstolico para a Arábia do sul, desmentiu hoje os boatos de que o padre Thomas Uzhunnalil foi crucificado na sexta-feira santa por jihadistas. O boato da crucificação de Pe. Tom ganhou força com a declaração do Cardeal Schönborn da Áustria, que veio a público admitir seu engano.

Pe. Thomas foi sequestrado no dia 4 de março, quando o asilo que administrava junto com algumas irmãs da caridade em Aden (Iêmen) foi atacado por jihadistas.
No ataque, quatro irmãs da caridade e outras 12 pessoas que lá viviam foram brutalmente assassinadas e Pe. Thomas foi levado cativo.

Pe. Thomas Uzhunnalil

O Padre Thomas Uzhunnalil é missionário indiano da ordem salesiana, e tem 56 anos. Após o seu sequestro, começaram a circular boatos de que ele seria crucificado na sexta-feira santa. Algo ainda não confirmado.

As religiosas assassinadas pelos jihadistas

O ano de 2016 se revelou o mais violento em termos de ataques terroristas. No Domingo de Páscoa (27) uma nova atrocidade foi perpetrada por maometanos, matando 72 pessoas (na maioria cristãs) e deixando 340 feridos, após um atentado em um parque público no Paquistão.

Os séculos XX e XXI mostram-se os séculos mais anticristãos da história. Segundo o especialista em estatística religiosa moderna, David Barret, já são mais de 70 milhões de mortos por causa da fé cristã; destes 70 milhões, 45 milhões foram mortos somente nos séculos XX e XXI.

O que nos chama a atenção nesta bi milenar perseguição e em seus números estarrecedores é o notório silêncio da mídia internacional em torno dela.
A comunidade Internacional não publicou nota de repúdio aos atentados; multidões não foram concentradas em praça pública em solidariedade aos mortos; concertos não foram realizados em homenagem às vítimas; perfis em redes sociais não foram alterados em memória ao acontecimento.
As atrocidades cometidas contra cristãos não repercutem nas grandes mídias, não comovem o mundo, não motiva concertos e manifestos de repúdio, por um motivo muito simples: Alguém decide o que você deve saber; pelo quê se importar; pelo quê se comover. E não se inclui nesta lista, os cristãos e seus sofrimentos.

Este silêncio em torno das atrocidades cometidas contra os cristãos, significam simplesmente isso: Não se importe com eles, não se comova com seus sofrimentos, não lute por sua causa.
Importe-se com os direitos lgbts; com a islamofobia e o multiculturalismo; com as ideologias feministas, com a ecologia etc, etc, etc... Mas, não se importe com os cristãos.


sábado, 5 de dezembro de 2015

Injustíças históricas em face do homem moderno


A ascensão do Estado Islâmico em nossos dias trouxe à tona novamente um contexto histórico tristemente distorcido pela desonestidade de muitos anticlericais: As heróicas Cruzadas, fabulosas incursões feitas sob o signo da cruz, que salvou o ocidente de uma de suas maiores tragédias.

Muitos séculos antes da convocação das cruzadas, já nos tempos de Carlos Magno a Europa sofria constantes ataques das hordas maometanas, que tencionavam subjugar toda a cristandade que habitava aquela pequena faixa de terra que tinha como única linha demarcadora, a fé.

Ante a ferocidade deste inimigo impassível e cruel de nossos dias (o ISIS), não há como não evocar aqueles tempos e aqueles eventos que foram determinantes para nossa sociedade moderna.

Em primeiro lugar, deve se reafirmar que as cruzadas foram um ato de legítima defesa do Ocidente cristão contra as hordas maometanas que a ameaçavam.
Ou se opunha uma resistência enérgica à devastação muçulmana ou todos seriam subjulgados cruelmente pela tirânia do islã.

As brutalidade do Estado Islâmico, são uma amostra fiél das brutalidades dos turcos, árabes, persas, e demais islamitas que nunca cessaram na história.


Se hoje nos estarrece os horrores perpetrados pelo ISIS; como não nos indignaria as barbáries turcas otomanas, -- protótipo histórico do ISIS --, no período medieval?


As cruzadas foram uma resposta aos ataques muçulmanos. O papa Urbano II, em seu discurso de convocação das cruzadas, narrou fielmente os horrores praticado pelas hordas maometanas:
"Relatamos fatos horríveis que ouvimos sobre uma raça de homens completamente afastadas de Deus e desprovidos de fé, - inicia o pontifice.  
Turcos, Persa, Árabes, amaldiçoados, estranhos a nosso Deus, que devastam por fogo ou espada as muralhas de Constantinopla, o braço de São Jorge (...) os descrentes forçam os cristão a se ajoelhar sobre roupas imundas e curvar a cabeça a espera do golpe da espada (...) Quantas igrejas esses inimigos de Deus conspiraram e destruíram? Ouvimos de altares e relíquias sendo profanados por sujeira produzida por corpos turcos. Ouvimos sobre verdadeiro crentes sendo circuncidados e o sangue desse ato sendo vertido em pias batismais (...) O que mais devemso lhes dizer ó fiéis? Turcos abusam de mulheres e crianças cristãs (...) Turcos abrem com a lâmina da espada a barriga dos verdadeiro seguidores de Jesus Cristo (... ) espalham e detalham entranhas, mostrando assim o que a natureza manteria secreto. Tudo a procura de riquezas ou por insano prazer".
Alguma diferença dos horrores narrados por Urbano II e os práticados pelo Estado Islâmico em nosso século?
Combatê-los, portanto, não era uma opção, era uma ação necessária, um ato de sobrevivência da cristandade.
As cruzadas foram este ato de defesa do Ocidente cristão contra a sanha maometana que tudo ameaçava destruir a golpes de cimitarra.

920 anos depois daquele glorioso dia em que ressoou nos campos franceses o brado vibrante dos cruzados: Dieu le veut! Volta a ressoar um novo grito nos mesmos campos franceses. Não mais o grito cruzado, este cessou na história, mas o brado maometano que tanto foi combatido pelos francos. 
Ouvir o Allahu Akhbar de Maomé em terras francas significa mais do que se pode imagninar. Significa que a história das cruzadas ainda não acabou, que seus inimigos ainda estão vivos e ameaçadores. Mas a terra dos francos já não existe para combatê-los, se perdeu num passado distante, ficando em seu lugar uma geração efeminada e pacifista.. 
Haverão novos francos em nossos dias, prontos bradar mais uma vez o Dieu le veut? Esperamos que sim.


****


O islã sempre foi uma ameaça ao ocidente cristão, e isso encontra-se muito bem assinalado nas páginas de seu livro sagrado (O Corão) e nos sunas. Portanto, o islã declarou guerra ao mundo cristão há mais de 1400 anos!

Em tempos menos relativistas, a Igreja chamou aos maometanos de "os piores entre os celerados" (Bento XIV, Carta Quoniam, 1743) e de "ímpios e eternos inimigos da cristandade". (Pio II).
E sempre manteve-se alerta sobre suas nefandas ações. Até esta realidade ser drasticamente transformada com o advento do Vaticano II e seu novo olhar sobre o islã e as falsas religiões. (1)

Apesar de toda história que viveu a humanidade nas mãos dos infiéis muçulmanos, a história foi terrivelmente invertida, e hoje, os cruzados figuram como vilões de um passado obscuro, que estavam a serviço do ganancioso sonho imperialista europeu e da obscuridade da fé... E os maometanos como as pobres vítimas destes impiedosos cristãos.
Esta deturpação é obra, em parte, e significativa de maliciosos historiadores, entre os quais destaco Walter Scott e Joseph-François Michaud que propagaram uma visão odiosa das cruzadas, omitindo as barbaridades maometanas. Mas também de progessistas que invadiram a Igreja.


Mas a história das cruzadas se repete nos tempos modernos. O Império Otomano renasce nas metralhas do Estado Islâmico para ensinar a verdadeira história das cruzadas que nos foi invertida e ocultada e revelar as verdades menosprezadas da Igreja sem deixar margens a equivocos.

E caso o ocidente imponha alguma resposta energica à fúria maometana de nossos dias, tal como fez nos tempos medievais, a esquerda novamente entrará em cena para distorcer os fatos, e impor um véu de vitimismo no islã e de vilania no cristianismo, tal como já o faz sem pudor perante os acontecimentos trágicos que se sucedem.
Certamente num futuro, talvez distante, se os insanos esquerdistas continuarem a detêr o primado da informação, o ISIS figurará nos livros didáticos como os inocentes maometanas que foram esmagados pela tirânia imperialista do ocidente cristão... Assim como na Idade Média os maometanos são descritos como as pobres vitimas dos impiedosos cruzados. Assim, estes inimigos de Deus e da realidade costumam escrever a história.


Mas um fato é claro: Caso o islã vença, não haverá conservador ou revolucionário, cristão ou ateu, gay ou homofóbico, todos sucumbirão igualmente sob a espada sangrenta da jihad.


Nota:

1.  A Igreja olha também com estima para os muçulmanos. Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e omnipotente, criador do céu e da terra (5), que falou aos homens e a cujos decretos, mesmo ocultos, procuram submeter-se de todo o coração, como a Deus se submeteu Abraão, que a fé islâmica de bom grado evoca. Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta, e honram Maria, sua mãe virginal, à qual por vezes invocam devotamente. Esperam pelo dia do juízo, no qual Deus remunerará todos os homens, uma vez ressuscitados. Têm, por isso, em apreço a vida moral e prestam culto a Deus, sobretudo com a oração, a esmola e o jejum.E se é verdade que, no decurso dos séculos, surgiram entre cristãos e muçulmanos não poucas discórdias e ódios, este sagrado Concílio exorta todos a que, esquecendo o passado, sinceramente se exercitem na compreensão mútua e juntos defendam e promovam a justiça social, os bens morais e a paz e liberdade para todos os homens.

(Declaração Conciliar Nostra Aetate, 1965) 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dom Bosco apresenta-nos Maomé



S. João Bosco
(1815-1888)


Em sua "História Eclesiástica" Dom Bosco nos apresenta uma visão sucinta e adequada sobre a figura de Maomé, o homem cujo legado é objeto de grande preocupação para nossa civilização.
Ninguém melhor do que este grande luminar da cristandade para nos apresentar esta figura. Com seu olhar místico e perscrutador, D. Bosco deixa o suficiente a se conhecer sobre Maomé e o islã, por isso este texto é recomendado a todo cristão e deve ser amplamente divulgado.
Que o bom Deus defenda seu povo deste terrível flágelo e S. João Bosco interceda por nossa fragilizada civilização ocidental.

Maomé

Nasceu este famoso impostor em Meca, cidade da Arábia, de família pobre, de pai gentio e mãe judia.
Errando em busca de fortuna, encontrou-se com uma viúva negociante em Damasco, que o nomeou seu procurador e mais tarde casou-se com ele.
Como era epilético, soube aproveitar-se desta enfermidade para provar a religião que tinha inventado e afirmava que suas quedas eram outros tantos êxtases, durante os quais falava com o arcanjo Gabriel.
A religião que pregava era uma mistura de paganismo, judaísmo e cristianismo . Ainda que admita um só Deus, não reconhece a Jesus Cristo como filho de Deus, mas como seu profeta.
Como dissesse com jactância que era superior ao divino Salvador, instavam com ele para que fizesse milagres como Jesus fazia; porém ele respondia que não tinha sido suscitado por Deus para fazer milagres, mas para restabelecer a verdadeira religião mediante a força.
Ditou suas crenças em árabe e com elas compilou um livro que chamou Alcorão, isto é, livro por excelência; narrou nele o seguinte milagre, ridículo em sumo grau.
Disse que tendo caído um pedaço da lua em sua manga, ele soube fazê-la voltar a seu lugar; por isso os maometanos tomaram por insígnia a meia lua.
Sendo conhecido por homem perturbador, seus concidadãos trataram de dar-lhe morte; sabendo disto o astuto Maomé fugiu e retirou-se para Medina com muitos aventureiros que o ajudaram a apoderar-se da cidade.
Esta fuga de Maomé se chamou Egira, isto é, perseguição; e desde então começou a era muçulmana, correspondente ao ano 622 de nossa era.
O Alcorão está cheio de contradições, repetições e absurdos. Não sabendo Maomé escrever, ajudaram-no em sua obra um judeu e um monge apóstata da Pérsia chamado Sérgio.
Como o maometismo favorecesse a libertinagem teve prontamente muitos sequazes ; e como pouco depois se visse seu autor à frente de um formidável exército de bandidos , pode com suas palavras e ainda mais com suas armas introduzi-lo em quase todo o Oriente.
Maomé depois de ter reinado nove anos tiranicamente, morreu na cidade de Medina no ano 632.


(Fonte: São João Bosco, “Storia Ecclesiastica ad uso della gioventù utile ad ogni grado di persone”, 4ª ed. melhorada, Turim, Tipografia do Oratorio de San Francesco de Sales, 1871).

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A PL 5069/2013; a Lei Cavalo de Tróia e a grande vitória contra a Cultura de Morte no país



Militantes Pró-Vida durante a votação da PL. 5.069/3013. Foto: IPCO 


O que está acontecendo? 

Há alguns dias tivemos um acontecimento memorável na Política Nacional digno de efusivas manifestações de alegria. A aprovação da PL 5069/2013 de autoria do Dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

Este Projeto de Lei se contrapõe diretamente a, assim chamada, "Lei Cavalo de Tróia" (1) (Lei 12. 845/2013), sancionada no ano passado pela “presidenta” Dilma Rousseff; e que facilitava, sob todos os aspectos, a prática do aborto no país. 

O que é a lei Cavalo de Tróia? 

É uma lei que contém um termo enganoso para esconder uma trama maléfica: a legalização do aborto no país.

O Projeto dispõe sobre o atendimento "obrigatório e integral" de pessoas em situação de violência sexual, que, no texto, é classificado como "qualquer forma de atividade sexual não consentida" (art. 2). 
Esta definição imprecisa de violência sexual é proposital, para facilitar a prática do aborto no país, por qualquer mulher que se disser vítima de violência sexual, visto que este é o critério básico, segundo o texto, para a aplicação da chamada “profilaxia da gravidez”, que na realidade trata-se de um termo suavizado para encobrir a prática do aborto. Portanto, qualquer gravidez causada por relação sexual “não consentida” pode ser interrompida como ato de "Profilaxia da gravidez" (Art. 3, inc. IV). 

Este termo (profilaxia da gravidez) foi adotado para driblar a desconfiança sobre o texto do projeto, que no original constava uma expressão que clarificava suas reais intenções (a legalização do aborto) e portanto, fortemente passível de rejeição. 

É típico da esquerda ocultar suas intenções através de truques semânticos, para esconder realidades intoleráveis. 
O aborto, primeiramente foi definido como “interrupção da gravidez” e como o termo não convenceu muito a opinião pública, foi substituído por “profilaxia da gravidez”. 

A mesma manobra se faz com outras pautas esquerdistas, como a eutanásia, que é classificada como “suicídio medicamente assistido”; as uniões homossexuais, que são pomposamente chamada de “uniões homoafetivas” ou a pedofilia, classificada como “amor entre gerações”.

Estas manobras revelam uma das características mais peculiares da esquerda: Sua língua dúbia. Tal como a serpente, com sua língua bifurcada a espreitar traiçoeiramente sua vítima, pronta a dar o bote fatal, a qualquer descuido. 

E foi num descuido fatal que o termo passou despercebido entre os deputados, e o projeto foi aprovado com maioria de votos e consequentemente sancionado no dia 1 de agosto de 2013. 

A Reviravolta

A grande reviravolta se deu na última semana (21 de Outubro) quando a CCJC (Comissão de Constituíção e Justíça da Câmara) votou e aprovou a PL 5069/2013 (2) que acrescenta ao Art. 127 do Decreto de Lei. N. 2. 848/1940, os seguintes termos:

"Anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar aborto, induzir ou instigar gestante a usar substância ou objeto abortivo, instruir ou orientar gestante sobre como praticar aborto, ou prestar-lhe qualquer auxílio para que o pratique, ainda que sob o pretexto e redução de danos"
Sofrerá as penas referidas ao crime que são:
“pena de detenção de quatro a oito anos”
E caso o agente (do ato) seja funcionário de saúde pública, ou exerça profissão de médico, farmacêutico ou enfermeiro, a pena é de “prisão de cinco a dez anos”. 
Assim, é colocado um freio no morticínio de inocentes inaugurado com a lei Cavalo de Tróia. 

Entre os que se colocaram contra o projeto, nenhuma surpresa. Os deputados pró-morte: Erika Kokai, (PT), Maria do Rosário, (PT-RS), Chico Alencar,(PSOL-RJ) Cristiane Brasil (PTB-RJ), José Fogaça (PMDB-RS), Tadeu Alencar, (PSB-PE), Luciano Ducci (PSB-PR), João Carlos Bacelar, (PTN-BA), Paulo Teixeira, (PT-SP), Moema Gramacho (PT-SP), Paes Landim (PTB-PI), Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Paulo Teixeira (PT-MG).

Esta lei significa uma vitória significativa em todo o mundo contra a cultura de morte, que é promovida amplamente por fundações internacionais e auxiliadas pelas esquerdas mundiais.
Caso receba sanção presidencial, o projeto significará a maior vitória da história da luta mundial contra o aborto nas esferas políticas até hoje. 

Notas:

1. A lei Cavalo de Tróia é de autoria do Dep. Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e foi levada avante pelo então ministro da saúde Alexandre Padilha.

2. Após a provação na CCJC (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara) o projeto segue para votação e sanção presidencial. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Uma Oração Cristera


Cristeros em oração


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Jesus misericordioso, meus pecados são muito mais do que as gotas de sangue que derramastes por mim. Não mereço pertencer ao exército que defende os direitos da tua Igreja e que luta por ti. Quisera nunca haver pecado para que minha vida fosse uma oferenda agradável a teus olhos. 
Lava-me de minhas iniquidades e limpa-me de meus pecados, por tua Santa Cruz, por minha Mãe Santíssima de Guadalupe; perdoa-me por não ter feito penitência de meus pecados. Por isso, quero receber a morte como um castigo merecido por eles. Não quero pelejar, nem viver, nem morrer senão por Ti e por tua Igreja. Mãe Santa de Guadalupe, acompanha em sua agonia a este pobre pecador. Concede me que meu último grito na terra e meu primeiro grito no céu seja:
Viva Cristo Rei! 

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Os Cristeros costumavam recitar diariamente esta prece após a recitação do Rosário. Ela foi escrita pelo beato Anacleto González Flores, o grande mentor dos Cristeros.  
Que lindo devia ser vê-los e ouvi-los recitar esta prece! Os bravos soldados de Cristo. 

ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL

  ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL (Se possível, diante do Ssmo. Sacramento exposto)     C oração dulcíss...