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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Contradições Juvenis


Sid Vicious, membro do conjunto britânico Sex Pistols
 e símbolo de rebeldia juvenil


A tão decantada e incensada rebeldia juvenil sempre foi uma das mais absurdas mentiras que as esquerdas celebraram. 
Segundo Paulo Freire, o totem da fálida educação brasileira, "A rebeldia faz parte do processo de autonomia, quer dizer, não é possível ser sem rebeldia". E sob o signo freireano, quantos revolucionários não foram formados sem o saber?
Quantos brasileiros, que mal saíram dos cueros,  se lançam com toda fúria contra um "sistema opressor" que não fazem a mínima idéia do que exatamente seja tal sistema! Não nos surpreenderiamos se lhes questionarmos a respeito de tal sistema, e obtivessemos resposta do tipo: "Não sei que sistema é esse, só sei que metade dos jovens estão contra ele...". E é isso de fato que acontece. 
Constatamos um fato evidente a todos,  menos ao rebelde em questão: Esta rebeldia é irracional e induzida e, começa nas salas de aula. 

O rebelde é na verdade um individuo cheio de fragilidades que sucumbe sob o mais pueril dos temores humanos: o medo da rejeição. E por conta deste temor se lança numa série de atos absurdos e inconsequentes... Que vai da submissão religiosa aos mais humilhantes rituais de admissão a um grupo aos duros golpes que desfere irracionalmente contra pais e mestres. 
A rebeldia juvenil, portanto, tem sua "exceção". Ela só existe contra os pais, professores e pessoas que exercem autoridade amorosa sobre o jovem...  Esta mesma rebeldia não existe contra o grupo de amigos que o humilham e o desafiam.  Perto deles, "O rebelde",  é um ser passivo e sereno.

O tão afamado instinto transgressor juvenil não resiste a realidade! Ele arrefece quando o dinheiro acaba, quando a roupa precisa ser lavada, quando se precisa de um abrigo e uma cama confortável para recostar a cabeça após uma noite de bebedeiras e na agônia da enfermidade. Em suma: a rebeldia juvenil só existe contra os que a favorecem... Os pais que, fracos perante as incertezas dos filhos, não lhes impõe sua autoridade e um direcionamento seguro.







domingo, 6 de setembro de 2015

Um Tesouro Escondido: Nota sobre o Tratado da Verdadeira Devoção


"Em todos os tempos, Deus ofereceu os meios oportunos para a nossa salvação, e não foi por acaso que este insigne instrumento de santificação foi ocultado por tanto tempo; e também não foi por acaso que veio a lume exatamente em um dos séculos mais sombrios da humanidade. Tudo foi um inefável desígnio da Providência! Deus reservou esta grande obra para estes tempos. Estamos convictos disso!".

por Erick Ferreira


S. Luís Maria Grignion de Montfort,  Giacomo Parisini,  1948,
Basílica de São Pedro,  Roma


                            Há um dado místico que permeia as eloquentes páginas do "Tratado da Verdadeira Devoção" que dir-se-ia intraduzível em linguagem terrena. Sua leitura incute em nós um vivo ardor e uma inefável consciência dos áureos mistérios que envolveram o percurso redentor de Nosso Senhor e sua Santíssima Mãe.

Esta grande suma da devoção mariana, escrita no calor de uma alma abrasada no amor à Maria é leitura indispensável para aqueles que tencionam conservar no coração as chamas da pureza e do Divino Amor. Ignem veni mittere in terram (1)... Trazer fogo à terra, é a força que inspirou a escrita deste tratado. Aquele fogo que Cristo desejava ver arder nos corações... O fogo do amor divino.

Em cada página deste "precioso livrinho" -- como chamou João Paulo II --, perdura um ar profético e um delicioso aroma de piedade que nos envolve e antecipa um breve exalar do paraíso. 

Dado místico, que bem observou o ilustríssimo Pe. Frederik W. Faber em seu famoso prefácio, que com o tempo, tornou-se parte inseparável das edições do "Tratado".
"Acha-se neste livro -- escreve Pe. Faber --, se assim ouso dizer, o sentimento de um não sei quê de inspirado e sobrenatural que, vai sempre em aumento, à medida que nos aprofundamos em seu estudo. Além disso, não se pode deixar de experimentar, depois de lê-lo repetidas vezes, que nele a novidade parece nunca envelhecer; a plenitude nunca diminuir; o fresco perfume e o fogo sensível da unção nunca se dissipar ou enfraquecer". (2)
Eis um juízo muito acertado do que se pode encontrar ao longo destas páginas. 
Estes sentimentos expressos pelo Pe. Faber acometem a todos que entram em contato -- com o coração sincero, é claro --, com estas páginas impregnadas de fervor e sabedoria. 
Mas este "fresco perfume de piedade" e este "fogo sensível da unção" quase foram extintos no fundo de uma arca. 

O inferno tudo fez para que esta obra jamais viesse à luz, como o próprio autor vaticinava em suas páginas:
"Vejo, no futuro, animais frementes que se precipitam furiosos para dilacerar com seus dentes diabólicos este pequeno manuscrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para escrevê-lo, ou ao menos para fazê-lo ficar envolto nas trevas e no silêncio de uma arca, a fim de que ele não apareça. Atacarão até, e perseguirão aqueles que o lerem e o puserem em prática" (3)
A profecia cumpriu-se à risca! Alguns anos após a morte do santo (em 1716), abateu-se sobre a França a terrível Revolução que perseguiu implacavelmente a Igreja. Nas constantes fugas que os filhos de S. Luís de Montfort tiveram que empreender, os manuscritos do "Tratado” acabaram se perdendo entre outros livros, e permaneceu, conforme profetizara S. Luís, no "silêncio de uma arca" por mais de um século. 
Mas, a Providência Divina jamais permitiria que esta grande obra se perdesse para sempre. Ela estava reservada para tempos mais turbulentos do que aqueles. A Divina Providência o reservava para os impiedosos tempos modernos.

Em 1842, em Saint Laurent-sur-Sèvre, onde encontra-se sepultado o corpo do santo autor, um padre da Companhia de Maria (os Montfortinos) encontrou providencialmente os preciosos manuscritos junto com outros livros comuns, no fundo de um caixote. O "Tratado" já estava deteriorado -- ou dilacerado como profetizou o santo --, em algumas partes e sem as primeiras e últimas páginas. Até o título original se perdeu, embora, supõe-se que o título original fosse "Preparação para o reino de Jesus Cristo", conforme indicam alguns trechos da obra (4).
O padre que o descobriu o entregou ao então superior geral dos montfortinos da época, Pe. Dalin, que reconheceu a pena do santo fundador, e tomado de júbilo o apresentou a toda família montfortina com estas palavras:
"Encontramos um tesouro!" 
Foram as palavras que traduziam o sentimento que envolvia a todos por tão insigne descoberta e tão precioso monumento da devoção mariana legado à Igreja por seu fundador. 
Ao ser publicado em 1843, o "Tratado" teve sucesso imediato. E nos anos seguintes, o livrinho ganhava numerosas edições e traduções.
Atualmente, o "Tratado" encontra-se traduzido em mais de 30 idiomas, e possui a surpreendente marca de mais de 400 edições. 
Algo impressionante que nos faz ver que toda a perseguição e contrariedades que ameaçavam conservar este livro no silêncio foram proporcionais a grandeza da obra e do autor.

***


O que veio fazer este livro? Já o havia dito acima: "Ignem veni mittere in terra...". Trazer fogo à terra; incendiar os corações naquele fogo que ardeu, mais que nas potências angélicas, no coração de Maria. 
Este ardor incandescente que emana destas páginas revelam o tremendo arroubo de amor em que se envolveu o santo ao escrevê-lo. S. Luís estava tão envolvido nas verdades divinas que pensou em usar o mais precioso e simbólico dos elementos para escrevê-lo: o seu próprio sangue. 
"Se eu soubesse que meu sangue pecaminoso poderia servir para fazer entrar no coração as verdades que escrevo em honra de minha querida Mãe e soberana Senhora, da qual sou o último dos filhos e escravos, em lugar de tinta eu o usaria para formar estes caráteres". (5)
Luís de Montfort não escreveu com sangue estas verdades, mas com fogo! Fogo de uma alma abrasada no mais puro amor e devoção, e o mais candente fervor, tal qual não se virá igual desde os tempos apostólicos.
Mas, convém dizer que esta obra só pode ser apreciada dignamente por quem tem amor à verdade, fé e devoção; virtudes tão raras atualmente nos corações, especialmente, nesses tempos céticos e relativistas. 
Assim como dizia o santo autor da imitação que muitos acham pouco enlevo nos Evangelhos por não terem o espírito de Cristo, assim também, não acharão nenhum enlevo nesta obra os que não tiverem o espírito de Maria, que é o mesmo espírito de Jesus.
"...bem empregado seria o meu esforço, se este escrito, caindo nas mãos duma alma bem nascida de Deus e de Maria, não do sangue, ou da vontade da carne, nem da vontade do homem (cfr. Jo 1, 13) lhes desvendasse e inspirasse, pela graça do Espírito Santo, a excelência da verdadeira e sólida devoção à Santíssima Virgem...". (6)

A Indispensável Devoção à Nossa Senhora


Para a tibieza que acomete nosso século, S. Luís nos indica o eficaz remédio da devoção à Maria. 

Em muitos lugares esta obra ainda sofre um diabólico ostracismo e Maria é ignorada ou legada a um canto obscuro. O culto que lhe prestam é escrupuloso e meramente exterior. 
Maria ainda é tratada como inimiga por muitos cristãos, inclusive católicos. Seu culto é visto como antagônico ao culto de Cristo.
Quanta necessidade tem os homens com tais pensamentos de conhecer a verdadeira devoção à Virgem Santíssima que nos é apresentada por S. Luís! Quanta necessidade tem de entrar em contato com estas páginas místicas.
Por isso adverte o santo:
"... Maria Santíssima tem sido, até aqui, desconhecida, e esta é uma das razões porque Jesus Cristo não é conhecido como dever ser". (7)

As falsas devoções, identificadas por S. Luís e enumeradas em sete classes, ainda imperam no culto que se presta a Virgem em muitas de nossas Igrejas. 
Não compreendem que esta devoção como todas as outras tem como fim unicamente a Cristo, e que este fim, na devoção mariana, é mais certo que nas demais devoções.

Enumero abaixo algumas espécies de maus devotos identificados por S. Luís em seu Tratado.

Os escrupulosos

Entre estas falsas devoções identificadas por São Luís, a mais comum, certamente é a "devoção" escrupulosa. Que vê no culto à Maria um desvio do culto que se deve presta unicamente a Cristo. 

São Luís viveu no tempo do Jansenismo, aquela terrível doutrina chamada por Pio XI de “a mais astuta de todas as heresias” (8) tão hostil à devoção mariana que lançou sobre ela um mar de escrúpulos; afastando muitas almas do bom caminho. Esta heresia foi um grande desafio para o apostolado de São Luís, visto influenciar maleficamente grande parte do episcopado da época, impondo assim uma barreira de ódio à pregação do santo.

Por influência desta heresia, o povo na França, conservava grande receio nas práticas de piedade, especialmente nas dirigidas à Maria. 
Mas afinal, pode a devoção a Maria desviar o caminho a Jesus, se ela, foi o caminho que Ele se serviu para vir a nós? 
Como pode obscurecer seu brilho, se toda a gloria que Ela irradia é reflexo d'Ele?
Por isso S. Luís a compara à Lua (cf. n. 85), que não tendo luz própria, emite como nenhum outro astro a luz do sol. A luz do sol nos ofusca, mas a luz da lua -- que é a luz do sol temperada --, nos ilumina sem ferir-nos a visão. Os bem-aventurados no céu gozam de felicidade plena e ao mesmo tempo... Certo temor quando diante da grandeza incomparável e infinita de Deus, veem sua aterradora pequenez. Porém, ao contemplarem Maria, que irradia os raios da Divina Majestade como nenhuma outra criatura, os bem aventurados conseguem contemplar melhor a Deus, pois Maria é o mais puro reflexo de Deus. 
No mais, a devoção à Maria é necessária para o conhecimento e amor mais profundo de Jesus Cristo. Pois na terra não houve quem O conheceu melhor que Ela, e não há quem se afaste de Maria, sem ao mesmo tempo se afastar de seu filho Jesus!

No desprezo à Maria, notaram os santos um claro sinal de condenação

"A devoção à Santíssima Virgem, escreve S. Luís, é necessária à salvação; e sua falta, um sinal infalível de condenação".
O mesmo observa Sto Afonso de Ligório quando diz:
"O demônio não se contenta em ver uma alma separada de Jesus. Quer vê-la também separada de Maria". 
Em outra parte escreve o mesmo santo: 
"O demônio trabalha para que os pecadores, depois de perderem a graça de Deus, percam também a devoção à Maria" . (9)

Quantos exemplos não conheces de pessoas que ao abandonarem as práticas de devoção mariana, logo em seguida, abandonaram também toda prática cristã?
A devoção à Maria, logo, não é um mero dado opcional da fé, é uma necessidade premente, visto Ela ser parte intrínseca da missão redentora de Cristo.
Se Jesus foi submisso em tudo a Maria (cf. Luc 2, 51), quem pensa ser tu, ó cristão ao pensar que Ela é dispensável à vida cristã?

Além do mais, a devoção mariana é cristocêntrica. 
"Embora em sua fisionomia seja mariana, no seu âmago é oração cristológica". (10)
A própria oração da Ave-Maria culmina com o Iesus. E o rosário inicia-se com o Pater noster, e conclui-se com o Promissionibus Christi.
Poucas orações protestantes têm começo e fim mais cristológicos que estes!

Como é esta devoção? 

Antes de tudo, interior, pois, o reino da Santíssima Virgem está principalmente no interior do homem, isto é, em sua alma (cf. n. 38).
É também uma entrega. Não uma mera entrega por palavras, mas uma entrega total de vontade e de coração à Maria -- assim como o verbo divino lançou-se livremente no seio imaculado de Maria na sua obra redentora. Desta forma, entregamos tudo o que somos e temos à Maria para que Ela faça o que bem lhe aprouver.

Outro fato marcante da verdadeira devoção é a mudança de vida que assinala a vida dos verdadeiros devotos. Sem mudança de vida, toda prática devocional é falsa, conforme observou S. Pio X:
"Se a devoção à Virgem Santíssima não o afasta do pecado ou o leva a emendar de vida, é uma devoção falsa e enganosa". (11)
Ou nas palavras resumidas de S. Leonardo de Porto Maurício:
"Quem é seu devoto é inimigo do pecado".

A eficácia deste caminho 

Esta grande suma da teologia mariana foi o livro de cabeceira de grandes luminares da Igreja como S. Pio de Pietrelcina, S. Pio X, S. João Bosco, Sta. Teresinha do Menino Jesus, Sta Gemma Galgani, entre outros.

Mas particularmente, o "Tratado" marcou profundamente a vida de umas das figuras mais influentes dos tempos modernos, o Bem-Aventurado Papa João Paulo II, que chegou a lavrar em seu brasão pontifício as famosas palavras do Tratado: "Totus Tuus" (Todo Teu). 

A história deste "livrinho" na vida de João Paulo II é muito anterior ao seu pontificado como ele próprio confessa:
"Eu próprio, nos anos de minha juventude, tirei grandes benefícios da leitura deste livro, no qual encontrei as respostas às minhas perplexidades". (12)
E em outra parte escreve:
"Li e reli muitas vezes e, com grande proveito, este precioso livrinho ascético azul".

Até o fim da vida, o Papa, conservou consigo aquele "precioso livrinho" surrado e manchado de soda e cal que o acompanhou durante a juventude nos ambientes mais insólitos como as pedreiras de Zakronew e a Fábrica de Solvay. Onde a leitura compenetrada contrastava com as horas duras de trabalho.
"A doutrina deste santo exerceu uma profunda influência sobre a devoção mariana de muitos fiéis e sobre a minha própria vida".
O Santo Padre não hesitou, inclusive, em usar a cadeia de Nossa Senhora, conforme recomenda o "Tratado". E a usou fielmente até seu último dia nesta terra de exílio.

Em que consiste esta devoção? 

Em uma entrega total a Jesus pelas mãos de Maria. Assim como Jesus se entregou totalmente aos homens através de Maria. Ad Iesum per Maria. São as palavras que resumem a consagração à Maria segundo os métodos de S. Luís.
Maria tornou-se assim, caminho seguro a Jesus, Janua Cæli, como canta a Igreja.
"Foi por meio de Maria que Jesus veio ao mundo, e é também por meio dela que Ele deve reinar no mundo", como principia o Tratado.

Entendamos que Deus sendo infinitamente superior, não necessita de qualquer criatura para fazer qualquer coisa, basta querer para tudo fazer, no entanto, no plano da salvação, quis precisar de Maria.
Se Deus na sua ação redentora começou suas obras através de Maria, consequentemente há de terminá-las através d'Ela. 
Mas o herege com a inteligência obscurecida, objeta soberbamente: "Não preciso de Maria para a minha salvação!". Mas Deus onipotente quis precisar dela para salvar a humanidade, logo, não depende da vontade humana, mas da vontade divina que assim determinou. 

Os hereges ainda dizem: "Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida", em objeção à esta devoção. Mas quem o nega? No entanto, Jesus, sendo caminho, verdade e vida, percorreu um caminho antes de vir aos homens, o ventre imaculado de Maria, e permaneceu à sua sombra por pelo menos 30 anos. 
Por que serviu-se de Maria? Deus Onipotente poderia vir aos homens sem servir-se de nenhuma criatura, como havíamos afirmado acima, mas por um desígnio misterioso de sua sabedoria, "quis precisar de Maria..."
Logo, Maria na vida cristã não é uma mera figurante, é a Mãe do Redentor e a mãe da Igreja, Auxilium Christianorum... Estrela da manhã que conduz o navegante ao porto seguro da salvação. Foi Deus que a escolheu para este posto!

O Tratado nos tempos Modernos

Em todos os tempos, Deus ofereceu os meios oportunos para a nossa salvação, e não foi por acaso que este insigne instrumento de santificação foi ocultado por tanto tempo; e também não por acaso que veio a lume exatamente em um dos séculos mais sombrios da história. Tudo foi um inefável desígnio da Providência! Deus reservou esta grande obra para estes tempos. Estamos convictos disso!
A nota profética que caracteriza estas páginas místicas nos alertam de "tempos perigosos que virão", e de fato, assistimos no século passado e assistimos neste as maiores perseguições à Igreja, tal qual não se tinha notícia desde os tempos do Império Romano. Revoluções anticlericais pululam no mundo, deixando um terrível rastro de ódio a Deus e a sua Igreja; a imoralidade grassa por todos os lados; a apostasia assola a Igreja. Mas, ao mesmo tempo, estas páginas nos consolam com o anúncio dos "apóstolos dos últimos tempos", que hão de vir suscitados por Maria. "Ministros do Senhor qual fogo crepitante que levarão a toda parte as chamas do Divino Amor". 
Quando se dará tais eventos não nos cabe indagar... "Cumpre calar, orar, suspirar e esperar", como indica S. Luís.

E esperamos ansiosos, como bem expressou o padre Faber, o despontar dessa gloriosa era da Igreja, que o tratado vem nos antecipar em suas mística páginas.
De Maria nunquam saties, dizia S. Bernardo, e do "Tratado" dizemos, nunca foi suficientemente compreendido, assim como nunca será suficientemente lido e anunciado.


Notas:

1. cf. Lucas 12, 49
2. cf. Prefácio da edição brasileira, editora vozes ltda.
3. cf. Tratado da Verdadeira Devoção. n. 114
4. Ibidem n. 227. "...Conforme já disse na primeira parte desta preparação ao reino de Jesus Cristo". “...Comme jái dit dans la première partie de cette préparation au Règne de Jésus-Christ”.
5. Ibidem. n. 11.
6. Ibidem n. 112
7. Ibidem. n. 13
8. cf. Miserentissimus Deus, n. 2
9. cf. Glorias de Maria, cap VIII, 2
10. cf. João Paulo II. Rosarium Virginis Mariæ, Intr.
11. cf. Ad Diem Illum Laetissimum, n. 17: 1904
12. cf. Carta às famílias monfortinas, 2004, apud Dom e Mistério, p. 38

A Oração de um Ateu: A Coragem de Crêr





Sem qualquer razão especial, resolvi postar este texto, que há tempos estava no meu arquivo... E que deveria ser mais conhecido de todos.
Trata-se de uma simples e profunda oração de um ateu,  até então, -- um ilustre ateu --, o escritor Miguel de Unamuno (1863-1963), um dos maiores da literatura espanhola... 
Em um momento decisivo de sua existência em que sua descrença já não fazia sentido e a canseira que o ateísmo lhe causara tornava-se insuportável. 
Unamuno corajosamente, ousou exceder os limites de sua descrença e aproximar-se deste ignoto deo,
E de joelhos... Toda descrença se desfêz...



                                     *

                                 *      *



Ouve meus rogos Tu, Deus que não existes,
e em Teu nada recolhe estas minhas queixas; Tu, que aos pobres homens nunca deixas sem consolo de engano. 

Não resistes ao nosso rogo, e nosso anelo viste, quando mais Te afastas de minha mente; mas recordo os doces conselhos somente com que minh’alma acalentou noites tão tristes.

Quão grande és, meu Deus! Tu és tão grande, que não és senão Idéia; é muito estreita a realidade por muito que se expande para abarcar-te. 
Sofro eu por tua causa, Deus não existente, pois se tu fosses realidade,
eu também existiria de verdade.



 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Um Florilégio à Maria






Ó Virgem, pela tua bênção é abençoada a criação inteira! O céu e as estrelas, a terra e os rios, o dia e a noite, e tudo quanto obedece ou serve aos homens, congratulam-se.
Ó Senhora, porque a beleza perdida foi por ti, de certo modo, restaurada e dotada de uma graça nova e inefavel. Todas as coisas pareciam mortas, ao perderem sua dignidade original que é de estar em poder e a serviço dos que louvam a Deus. Perante esta nova e inestimável graça, todas as coisas exultam de alegria ao sentirem que Deus, seu Criador, não apenas as governa invisivelmente lá do alto, como também está visivelmente nelas, santificando-as com o uso que delas faz. Tão grandes bens procedem do bendito fruto do sagrado seio da Virgem Maria!
Pela plenitude de tua graça, aqueles que estavam na mansão dos mortos alegram-se agora libertos; e os que estavam acima do céu, rejubilam-se renovados. Com efeito, pelo Filho glorioso de tua gloriosa virgindade, todos os justos que morreram antes da sua morte vivificante, exultam pelo fim de seu cativeiro, e os anjos se congratulam pela restauração de sua cidade quase em ruínas.
Ó mulher cheia e mais que cheia de graça, o transbordamento de tua plenitude faz renascer toda criatura, ó Virgem bendita e mais que bendita, pela tua bênção é abênçoada toda a natureza, não só as coisas criadas pelo Criador, mas também o Criador pela criatura. Deus deu à Maria o seu próprio Filho, único gerado de seu coração, igual a si, a que amava como a si mesmo, no seio de Maria formou seu Filho, não outro qualquer mais o mesmo, para que por natureza, fosse realmente um só e o mesmo filho de Deus e de Maria. Toda criação é obra de Deus e Deus nasceu de Maria. 
Deus criou todas as coisas e Maria deu à luz a Deus! Deus que tudo fez, formou-se a si próprio no seio de Maria, e deste modo, refêz tudo o que tinha feito. Ele que pode fazer tudo do nada, não quis refazer sem Maria o que fora profanado. Por conseguinte, Deus é o Pai das coisas criadas e Maria a mãe das coisas recriadas. Deus é o Pai da criação universal, pois gerou Aquele por quem tudo foi feito, e Maria a mãe da redenção universal, pois gerou aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou Aquele sem o qual nada absolutamente existe, e Maria deu à luz Aquele sem o qual nada absolutamente é bom. Verdadeiramente o Senhor é contigo, pois quis que toda natureza reconheça que deve a Ti juntamente com Ele, tão grande benefício.


(Sto Anselmo de Cantuária [ou Canterbury], in Meditações, séc. XII)

domingo, 10 de maio de 2015

Um Barrabás dos tempos modernos







No episódio evangélico do julgamento de Jesus, Pilatos propôs uma escolha emblemática aos judeus: A quem quereis que eu vos solte: Barrabás ou a Jesus, a quem chamais de Cristo?. (Mat 27, 17).

Além de uma simples escolha em um determinado período da história, ali se erguia um constante dilema da humanidade: a escolha entre o reino de Deus e o reino dos homens.

Nos tribunais da história, o homem, sempre se veria confrontado por estes dois ideais, personificados por Cristo e Barrabás.

Com sua aguçada inteligência, o Papa Bento XVI, penetra nesta cena e nos lega muitas lições:
"Mas quem era Barrabás? Temos conhecimento apenas do que se apresenta no Evangelho de S. João: 'Barrabás era um salteador' (Jo 18, 40). Só que o termo salteador havia recebido um significado específico na situação política de então na Palestina. Ele significava o mesmo que 'Lutador da resistência'. Barrabás havia participado de uma rebelião (cf. Mc 15, 7) e além disso era acusado -- neste contexto -- de homicídio (Lc 23, 19-25). Quando S. Marcos diz que Barrabás tinha sido um preso célebre, isso signífica que tinha sido um dos destacados lutadores da resistência, talvez até o próprio cabeça dessa rebelião (Mat 27, 16).
Em outras palavras: Barrabás era uma figura messiânica. A escolha entre Jesus e Barrabás não é casual: estão em confronto duas figuras messiânicas, duas formas de messianismo. Isto se torna ainda mais clara quando pensamos que Bar-Abbas quer dizer 'filho do Pai'. (...) Ele se apresenta como uma espécie de sósia de Jesus; concebia a mesma pretensão, mas de uma forma diferente. A escolha consiste, portanto, entre um Messias que encabeça um combate, que promete liberdade, e o próprio reino e este misterioso Jesus que anuncia o perder-se como caminho para a vida". 1
Podemos conhecer, através desta impressionante análise de Bento XVI, os barrabás que surgem no decurso da história; são numerosos: Marx, Robespierre, Hitler, Nietzsche, Stalin e muitos outros; todos ostentando a fajuta promessa de um reino feliz, aqui e agora.

Mas, nos deteremos em um ilustre barrabás latino americano, que é incensado inclusive por “católicos”: Ernesto, vulgo, Che Guevara.

Nas serras bolivianas é aclamado como santo,  San Ernesto de la Higuera, e entre seus devotos mais fervorosos, encontra-se um "frade" dominicano que ao mesmo tempo em que critica ferozmente a piedade tradicional da Igreja, como alienante e obscurantista, se derrete em louvores ao seu semideus armado:

"De onde estas, Che, abençoe a todos nós que comungamos de teus ideais e tuas esperanças. Abençoes também os que se cansaram e se aburguesaram ou fizeram da luta uma profissão em benefício próprio. Abençoe os que tem vergonha de se confessar de esquerda e de se declarar socialistas". Com palavras como estas o "frei" se desfaz em louvores ao seu deus.
Quanta devoção destilada nesta prece! 
Mas o repertório de louvores nâo cessa aí, escreve Frei Betto mais adinate: "Os altruístas não morrem!"
A devoção que o pseudo-frade se recusa a render a Deus, rende incondicionalmente ao guerrilheiro ateu.
 
Quanto ao altruísmo de Che, evocado por Frei Betto, alguns episódios da vida do guerrilheiro mostram o quanto ele foi altruísta. Que o digam suas indefesas vítimas amarradas em árvores e assassinadas covardemente pelo "santo" de La Higuera.
Que o diga o camponês Eutimio Guerra, tido como o primeiro dissidente da corja cruel de Sierra Madre, que não conheceu o altruísmo aclamado por frei Betto daquele que “matava com ternura”.

O próprio Che nos narra sua admirável complacência: 
“Era uma situação incomoda para as pessoas e para Eutimio, de modo que resolvi acabar como problema dando-lhe um tiro com uma pistola de calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída o lobo temporal direito. Ele arquejou um pouco, e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences não conseguia soltar o relógio que estava preso em seu cinto por uma corrente. Então ouvi dizer, arranque-a fora, que diferença faz...”.
Este é o santo de devoção de frei Betto. Este é o santo que adorna a parede da casa de D. Pedro Casaldáliga e outros bispos e sacerdotes congêneres. 
Mas para frei Betto e seu irmão de apostasia, Leonardo Boff, a figura de Che Guevara é digna dos altares; e em muito – segundo os frades apostatas – se assemelha a Jesus Cristo e a Francisco de Assis. 

Mas, parece que Che não gostou muito da comparação, pois tratou de rejeitá-la veementemente antes mesmo dos frades apóstatas brasileiros a fazerem:
‘‘Eu não sou o Cristo – escreve o guerrilheiro – tão pouco sou um filantropo, velha senhora, eu sou totalmente o contrário de Cristo... Eu luto pelas coisas em que acredito, com todas as armas à minha disposição e tento deixar o outro homem morto de modo que eu não seja pregado numa cruz’’. 3
Se Cristo veio para que todos tenham vida, ‘‘El Che’’ vivia nas montanhas de Cuba sedento por sangue, como escreveu em sua carta a primeira esposa: “vivia nas montanhas de Cuba sedento por sangue”. Se Cristo pregou com tanta firmeza o amor aos inimigos, para Che Guevara, o ódio era a força motriz de sua vida: “ódio intransigente ao inimigo (...) converte o combatente em uma efetiva e fria, maquina de matar, nossos soldados tem que ser assim”.5

E Che Guevara em seu mandamento de ódio intransigente ao inimigo, tomou a dianteira. O número de mortes praticadas pelo guerrilheiro até hoje é incontável.
Luis Ortega em “Yo soy el Che!”, estima que Che Guevara mandou para o fuzilamento pelo menos 1.892 pessoas.
Um velho conhecido de Che Guevara, Jose Vilasuso, promotor dos julgamentos da guerrilha cubana, estima que mais de 400 sentenças  de mortes foram comandadas por Che Guevara em menos de um ano. 
Para o guerrilheiro, “qualquer pessoa que tiver qualquer coisa boa para dizer sobre o governo anterior, já era motivo suficiente para mata-la”.

Bem, se Che Guevara mandava tanta gente para as metralhas, isto certamente não lhe causava muito desconforto já que fez questão de por em evidencia o fato, até em seu discurso na assembleia geral da ONU em 1964:
“Se fuzilamos? Sim, fuzilamos, - bradava o furibundo guerrilheiro - fuzilamos, e continuaremos a fuzilar enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta até a morte”.
Hoje seu rosto encontra-se estampado em camisetas e, seu nome tornou-se sinonimo de liberdade, embora esta liberdade que atrelaram à sua imagem é simplesmente nula.

"El Che" criou gullags em Cuba para homossexuais e portadores do vírus HIV. E curiosamente, hoje é aclamado pelos movimentos homossexuais.

  Mas, longe do romantismo revolucionário encenado nas telas de cinema, do brilho das estampas, e dos louvores de leigos e sacerdotes, Che Guevara não foi nenhum filantropo, como deixou claro na supracitada carta à sua mãe e nos seus atos; tão pouco um piedoso líder;  foi um assassino inclemente, que sentia prazer em matar.
E de matanças viveu o impio guerrilheiro, até cair nas mãos de Gary Prado nas serras bolivianas em 1967. 
Conta-se que o assassino impiedoso, vendo-se na iminência da morte, defecou nas calças, e suplicou a seus algozes que o poupassem. 
Sua covardia o fez digno da morte que o atingira e mais dignamente ainda se tornaria o herói dos idiotas úteis.

Fugiu de Cristo, mas não escapou de sua sentença inexorável: “Quem com a espada fere, pela espada morrerá”. (Mat 26, 52)


Notas:

1. RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré: do Batismo no Jordão à Transfiguração. Vol. I. São Paulo: Editora Planeta, 2007. p. 50-51.

2 Frei Betto, Carta aberta a Che Guevara, Correio Brasiliense, 9-10-03.

3. Carta de Che Guevara à Celia de la Serna y Llosa, 15 de julho de 1956. 

4. Carta à Hilda Gadea

5. Che Guevara, revista cubana Tricontinental, maio de 1967.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Viva Cristo Rei! O grito de um povo

      
        
O hostilíssimo regime do ditador Plutarco Elías Calles, dignamente cognominado Nero Mexicano, que se implantou sobre o México católico, instaurando uma série de leis anti-clericais que legava a religião à clandestinidade e evocava em pleno século XX os horrores do Império Romano. 

Nesta atmosfera bélica e obscura que se tornou aquela santa nação, um episódio marcará para sempre a alma do povo mexicano: O fuzilamento do Pe. Miguel Augustin Pro e seu grito majestoso que traduziu a fé de uma nação. 

Pe. Pro foi o incansável e destemido sacerdote jesuíta que colocou as forças callistas em polvorosa com peripécias inimaginaveis...
Ao ser capturado pelos federales, foi usado num audacioso projeto do diabólico ditador para intimidar os Cristeros, que tinham no Pe. Pro um grande líder.
Calles convocou os jornais e a tv para registrar aquele episódio, com o intento de intimidar o bravo exército de Cristo Rey.

Não esperava o impio ditador que, aquele fuzilamento, acabaria tomando rumos inesperados.
O que seria uma campanha contra os cristeros, tornou-se uma das mais belas propagandas da fé. 
E aquele exemplo viria incutir tanto ardor nos ânimos católicos, de modo que os cristeros animados pelo exemplo que assistiram, foram acometidos de tal força e coragem que quase esmagaram completamente as forças callistas. 

As câmeras postas para registrar um homem se acovardar ante a morte iminente e cruel que o esperava e assim, negar o seu Deus... Registraram, ao contrário, um sacerdote corajosamente acorrer ao martírio, ajoelhar-se em fervorosa prece, levantar-se e abrir os braços como seu divino Mestre, e bradar com todo o fervor de sua alma: "Viva Cristo Rey!".
E permanecer impassível, como bravo guerreiro de Cristo, ante as balas que abriram seu peito, sem calar sua voz. 

Aquele grito que ecoou de sua alma permaneceu entranhado no peito de cada católico daquela nação. Que ansiava também gritar Viva Cristo Rey ante os cruéis laicistas. 
Quem ficará indiferente a tão comovente grito! 

Aquelas cenas impulsionaram tantas conversões, e incitaram tantos animos a lutar por Cristo Rei!
De modo que, foram imediatamente destruídas aquelas gravações pelos callistas. E a mera posse de quaisquer imagens daquele glorioso fuzilamento tornaram-se um crime.

E aquele grito que ecoou dos lábios do Pe. Pro, -- "Viva Cristo Rey!" --, tornou-se o grande temor dos ouvidos anticlericas a ponto de se cortar a língua dos cristeros antes do martírio para não ouvirem mais aquele grito.

Viva Cristo Rey!

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Abaixo algumas imagens do martírio  de Pe. Pro
       
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sábado, 3 de janeiro de 2015

A Igreja de Cristo: Como conhecê-la


  
     Republicamos aqui uma reflexão do piedosíssimo Mons. Fulton J. Sheen, que foi postado no excelente blog Fratres in Unum em 4 de dezembro de 2013. Aqui lhe damos o título de "A Igreja de Cristo - Como conhecê-la!". Sem mais delongas, vamos ao texto.



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        "Se eu não fosse católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para isto seria que, se Cristo ainda estivesse presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como era quando estava na terra, vivendo na carne.

Se você tiver que procurar uma igreja hoje, procure uma que não se dá bem com o mundo. Procure por uma igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como  Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim  como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. 

Procure pela Igreja que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebú, príncipe dos demônios.  Procure a Igreja que em tempos de intolerância os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando seviço a Deus.

Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou a Cristo. Por Ele ter se proclamado a si mesmo a verdade. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim com Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio as confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e repetem sua voz como a voz do seu fundador.

E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo, é porque Ela não pertence a este mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem dvina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, esta Igreja é divina" 


Mons. Fulton J. Sheen, Rádio Replies, vol. 1, p IX, Rumbles&Carty, Tan Publishing - Tradução: Gercione Lima.

ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL

  ATO DE DESAGRAVO PARA OS DIAS DE CARNAVAL (Se possível, diante do Ssmo. Sacramento exposto)     C oração dulcíss...